O partido mais estalinista de Portugal

Até hoje só um partido baniu o fundador – o CDS –, que tirou da parede o retrato de Freitas do Amaral, mas ainda o mantém na história do partido, assim como a Lucas Pires, dois demo-cristãos que se envergonharam de Paulo Portas e Manuel Monteiro.

Agora é o PSD que, na morte do velho social-democrata (espécie em vias de extinção, no PSD), António Marques Mendes, pai do comentador televisivo com acesso à agenda ministerial, apagou o nome de um dos três fundadores do PPD.

Para a malta que confiscou o PSD, os fundadores foram Sá Carneiro, Pinto Balsemão, Mota Pinto, Mota Amaral, Alberto João Jardim e Barbosa de Melo, como se lê no comunicado de homenagem ao advogado António Marque Mendes um honrado republicano a quem rendo também a minha homenagem.

Não me surpreende que Emídio Guerreiro, o patriota que combateu na Guerra Civil de Espanha e na Resistência em França, seja omitido, mas ignorar o n.º 2 do PPD, Joaquim Magalhães Mota, um dos três fundadores, de que só resta Pinto Balsemão, é um ato da maior ignorância ou do mais primário estalinismo.

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