Basta…

A carta de Eurico Figueiredo a acusar Marinho e Pinto de criar um partido fascista é indigna do seu passado e injusta para o visado.

Coagido a sair da Madeira pelo salazarista A. J. Jardim, quando aí foi o responsável da Agência de Notícias (ANOP), regressou ao Continente. Foi jornalista e advogado sem trair os ideais que levaram a PIDE a prendê-lo. Marinho e Pinto presidiu à Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados e foi eleito bastonário duas vezes.

Não sei nem me afeta o futuro do novo partido mas admitir que o fundador seja capaz de liderar um partido fascista é um insulto à inteligência e uma provocação gratuita a um democrata, tanto mais grave quando feita por outro que sabe o que foi o fascismo.

Custa-me imaginar que Eurico de Figueiredo seja outro Henrique Neto capaz de trocar o passado respeitável por uma ambição tardia ou um ressentimento antigo.

Declaração de interesse: sou amigo pessoal de Marinho e Pinto e da mãe das suas duas filhas, há mais de 40 anos. Não sou seu apoiante.

Comentários

Bmonteiro disse…
Pois. Pois eu, perante os espectáculos das elites partidárias do arco, tenho-me perguntado.
É o partido/ideologia que faz o homem, ou o homem que faz o partido? No caso português, com listas de candidatos à AR, sob o belo prazer dos Secretários-Gerais.
Ou candidatos 'paraquedistas', o nº1 de Castelo Branco Laranja, vindo dos Açores; João Soares Rosa por Faro.
Logo, Marinho e Pinto, a quem a voz não falte.

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