PSD – O bando dos cinco


O bando dos 5 são 4, Marcelo, Santana e Durão, passe o humor amargo. Miguel Júdice e Pinto Leite passaram aos negócios privados com fulgurantes carreiras de advogados.

Marcelo Rebelo de Sousa, José Miguel Júdice, Pedro Santana Lopes, José Manuel Durão Barroso e António Pinto Leite surgiram em finais de 1983 ou início de 1984, a preparar na sombra, de forma organizada, o retorno da pior direita, por via democrática.

Foram decisivos em dois congressos do PSD, em 1984 [Braga] derrotando Mota Amaral com Mota Pinto e, especialmente, em 1985 [Figueira da Foz], na improvável ascensão do obscuro Cavaco Silva à liderança do partido, derrotando João Salgueiro.

Marcelo destacava-se, entre os ambiciosos reacionários, pela maldade e dissimulação. A inteligência, cultura e ânsia do poder eram comuns. O grupo não se comparava, salvo na eficiência, ao bando que Miguel Relvas, Marco António, Paulo Júlio e outros arrivistas, a roçarem a indigência cultural, formariam um quarto de século depois. Os criadores são diferentes, só as criaturas criadas são semelhantes, Cavaco e Passos Coelho.

Duas décadas depois, Santana Lopes andava por aí e foram de novo Marcelo e Barroso, acompanhados das respetivas mulheres, que, na companhia de Cavaco e da inseparável prótese conjugal, prepararam na casa e a convite de Ricardo Salgado, durante o jantar, a primeira candidatura do último, a Belém.

Ditosa Pátria que tais filhos… tem.

Comentários

e-pá! disse…
'Camarilhas', 'grupelhos' ou 'bandos' são órgãos informais e marginais que não podem ser confinados a um qualquer número de um só digito. É a 'política de mercados' na sua versão selvagem!
Os portugueses sentem que, efetivamente, "eles são mais do que as mães"...
E as mães são as únicas progenitoras que se lhes conhecem, e-pá.

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