Li no excelente blogue De Rerum Natura , num post de Carlos Fiolhais , o seguinte: «De facto, o candidato a rei é autor de um opúsculo laudatório do Beato Nuno, onde se pode ler esta pérola: “Q uando passava de Tomar a caminho de Aljubarrota, a 13 de Agosto de 1385, D. Nuno foi atraído a Cova da Iria, onde, na companhia dos seus cavaleiros, viu os cavalos do exército ajoelhar, no mesmo local onde, 532 anos mais tarde, durante as conhecidas Aparições Marianas, Deus operou o Milagre do Sol» (“D. Nuno de Santa Maria - O Santo” , ACD Editores, 2005).»
Fiquei maravilhado com o que li e, sobretudo, por saber que o Sr. Duarte Pio escreve.
O Sr. Duarte Pio, suíço alemão, da família Bourbon, imigrante nacionalizado português pela conivência de Salazar e pelo cumprimento do Serviço Militar Obrigatório, podia emprestar a imagem às revistas do coração mas precaver-se contra a ideia de publicar opúsculos.
Claro que não é necessário saber falar para escrever e, muito menos, ...
Comentários
"a intolerância provocada pela pobreza se estende e se agrava no mundo todo".
E acrescentou, precisando que situações idênticas podem repetir-se:
"em qualquer lugar e momento, em países industrializados ou em desenvolvimento".
Defendeu que a maneira mais eficaz de evitá-las é "criando condições de vida melhores para os pobres".
Neste momento as populações movimentam-se, i. e., refugiam-se por diversos motivos:
1.) conflitos armados;
2.) pobreza extrema;
3.) mudanças climáticas devastadoras.
A conjugação destes 3 factores pode estar a suceder na Africa d Sul. Mas o problema é mundial.
A comunidade internacional terá de arranjar outros mecanismos de defesa humanitários, já que a protecçãotemporária não resolve estes problemas que são estruturais.
Mais de 25 mil imigrantes já fugiram da onda de violência xenófoba em bairros periféricos da África do Sul e concentram-se em centros provisórios, onde enfrentam condições precárias de higiene e baixas temperaturas.
A violência que começou nos bairros degradados de Johannesburgo e espalhou-se para Durban, cidade portuária no Oceano Índico e para a Cidade do Cabo, a sudoeste, centro turístico e sede do Parlamento.
Neste momento a situação é dramática e ocorre em sete das nove Províncias do país.
Na realidade um País em crise, que necessita da intervenção internacional, através das suas organizações, nomeadamente, da ONU.
Os protestos anti-racistas e anti-xenófobos, são a tradução de uma consciencia cívica em movimento, mas incapaz de controlar a situação que, segundo nos apercebemos, agrava-se diariamente.
A crise petrolífera, bem como o disparar dos custos dos cerais, fazem lembrar os tempos da pré-Revolução Francesa onde faltava o pão e o exército guardava as padarias, a fim de evitar motins.
A presença do Exército - que hoje também se encontra na rua na Africa do Sul - nem evitou a fome, nem a Revolução.
Uma ruptura social parece iminente na Africa do Sul, com capacidade de contaminar outros Países africanos e atingir o resto do Mundo.
Não podemos ficar indiferentes a esta tragédia, a pior desde o fim do apartheid em 1994.
e, julgo, tem as suas raízes próximas, nas desigualdades sociais,
na exploração que elas induzem
na incapacidade de se promover uma "segregação positiva"
que esbata as diferenças de educação, de aptidão produtiva, das raças maioritarias
vitimas anteriores das colonizações
e hoje dos "novos ricos" que lhes sucederam
dramaticamente em nome de grandes ideais de liberdade, desenvolvimento, igualdade
Dói ver e constatar isto e mais aqui escrever o que escrevo...