O Vaticano estabeleceu ontem a excomunhão de todas as mulheres que forem ordenadas sacerdotisas, assim como a dos padres que as ordenarem, segundo um documento da Congregação para a Doutrina da Fé tornado público.
É um caso de violência doméstica e de intolerável discriminação, no interior de uma instituição, com mais de 2000 anos de existência. Parece-me que já tiveram tempo de encontrar caminhos para o entendimento...e acertar o passo pela modernidade (aggiornamento). São reminiscências da cultura judaica onde não era permitido que as mulheres estudassem a lei de Moisés (mais valia queimar a lei do que ensiná-la a uma mulher...)
A posição da mulher no judaísmo era tão inferior à do homem que alguns rabinos chegavam ao extremo de pensar que as mulheres não tinham alma. Não esamos aí, mas a ICAR ficou no meio do caminho...
«Agora, com pena o digo, não tenho qualquer dúvida que [Marcelo Rebelo de Sousa] vai ficar na História como o pior presidente de todos». (Lida no blogue Causa Nossa, Vital Moreira)
Ramalho Eanes referiu como trágica a descolonização em que «milhares de pessoas foram obrigadas a partir para um país que não era o seu». Tem razão o ex-PR cujo papel importante na democracia e o silêncio o agigantou depois da infeliz aventura por interposta esposa na criação do PRD e da adesão à Opus Dei, sempre por intermédio da devota e reacionaríssima consorte, que devolveu o agnóstico ao redil da Igreja. Eanes distinguiu-se no 25 de novembro, como Dinis de Almeida no 11 de março, ambos em obediência à cadeia de comando: Costa Gomes/Conselho da Revolução . Foi sob as ordens de Costa Gomes e de Vasco Lourenço, então governador militar de Lisboa, que, nesse dia, comandou no terreno as tropas da RML. Mereceu, por isso, ser candidato a PR indigitado pelo grupo dos 9 e apoiado pelo PS que, bem ou mal, foi o partido que promoveu a manifestação da Fonte Luminosa, atrás da qual se esconderam o PSD e o CDS. Foi nele que votei contra o patibular candidato do PSD/CDS, o general Soares...
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Parece-me que já tiveram tempo de encontrar caminhos para o entendimento...e acertar o passo pela modernidade (aggiornamento).
São reminiscências da cultura judaica onde não era permitido que as mulheres estudassem a lei de Moisés (mais valia queimar a lei do que ensiná-la a uma mulher...)
A posição da mulher no judaísmo era tão inferior à do homem que alguns rabinos chegavam ao extremo de pensar que as mulheres não tinham alma.
Não esamos aí, mas a ICAR ficou no meio do caminho...