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A FRASE
Por
Carlos Esperança
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A descolonização trágica e a colonização virtuosa
Por
Carlos Esperança
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Ramalho Eanes referiu como trágica a descolonização em que «milhares de pessoas foram obrigadas a partir para um país que não era o seu». Tem razão o ex-PR cujo papel importante na democracia e o silêncio o agigantou depois da infeliz aventura por interposta esposa na criação do PRD e da adesão à Opus Dei, sempre por intermédio da devota e reacionaríssima consorte, que devolveu o agnóstico ao redil da Igreja. Eanes distinguiu-se no 25 de novembro, como Dinis de Almeida no 11 de março, ambos em obediência à cadeia de comando: Costa Gomes/Conselho da Revolução . Foi sob as ordens de Costa Gomes e de Vasco Lourenço, então governador militar de Lisboa, que, nesse dia, comandou no terreno as tropas da RML. Mereceu, por isso, ser candidato a PR indigitado pelo grupo dos 9 e apoiado pelo PS que, bem ou mal, foi o partido que promoveu a manifestação da Fonte Luminosa, atrás da qual se esconderam o PSD e o CDS. Foi nele que votei contra o patibular candidato do PSD/CDS, o general Soares...
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Há cerca de 2 anos, a CIA resolveu criar um controlo das transacções financeiras internacionais.
Para a execução desta tarefa utilizou a empresa bela Swift que criou “empresas fantasmas” em todo o mundo, com particular atenção à Europa. Provavelmente, noutros continentes terá outras antenas.
A razão: a mesma de sempre. O 11 de Setembro.
Os dados são transmitidos ao Departamento do Tesouro dos EUA e incoerporam dezenas de milhões de dados confidenciais. O sistema Echelon e o programa de vigilância NSA permite aos E U A, apoderarem-se de um vasto conjunto de informações electrónicas, em tempo real, dados Swift, incluídos.
O que fez a EU?
Franco Frattini, um homem de Berlusconi, actual membro da “Forza Italia”, e ex- ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália, hoje comissário europeu da Justiça, do consulado Barroso, desvalorizou estes factos baseado na convicção de que não existe legislação europeia que proíba estas transferências de dados. A directriz europeia de 1995 sobre a protecção de dados "não diz respeito às transferências de dados individuais para um terceiro país por razões de segurança".
Os membros da União Europeia discutem sobre esta matéria, mas não se mostarm excessivamente incomodados. Julgam que a legislação europeia sobre protecção de dados não abrange as companhias particulares. Entretanto, o Governo Belga, onde está sediada a Swift, confirma estas transferências. E tudo continua na mesma sob o manto de Durão Barroso.
Esta interferência foi revelada pela imprensa norte-americana, no mesmo enquadramento, e questionada se não seria uma violação da vida privada.
John Snow, secretário do Tesouro dos EUA , acha que não. Aliás vai mais longe e afirma: "Estou particularmente orgulhoso de nosso programa de perseguição financeira ao terrorismo que, baseado em dados fornecidos pelo departamento de investigação, acompanha as pistas de transacções financeiras de supostos terroristas estrangeiros".
Os “supostos terroristas” são todos os europeus. De concreto sabemos que, paralelamente com o programa de vigilância clandestina de conversas telefónicas ou de comunicações via fax e internet conduzidas pela Agência de Segurança Nacional (NSA) e pela CIA, funcionou um sofisticado esquema de espionagem bancária, que ocasionou uma enorme controvérsia política Estados, Unidos por ser considerado algo ilegal pela oposição democrata. Mas o Governo Bush é indiferente a estes problemas.
Este é um pequeno exemplo do modo como a Administração americana exerce directamente a sua soberania sobre as populações europeias.
Os EUA estabelecem compromissos unilaterais. Em Junho 2007, os EU consideraram-se autorizados a apropriar-se dos dados europeus. Uma atitude unilateral.
O Parlamento Europeu sempre esperou um compromisso bilateral. Não o obteve.
Estas transferências – que julgo já não ser possível interromper - não poderiam ser postas ao serviço, por exemplo, do “branqueamento de capitais provenientes do tráfico de drogas, do negócio de armas, etc.?
Até quando nos colocaremos de joelhos às exigências unilaterais americanas que se julgam senhores e donos da segurança mundial. Polícias do Mundo?
Durão Barroso – e sejamos abrangentes toda a EU dos 27 - tem uma posição erecta, com espinha dorsal, ou rastejam?