A demência da fé
A demência da fé não é apanágio de uma única religião, é o paradigma comum a todas. Se, na Europa, os clérigos actuam civilizadamente, não se deve à sua religião mas à repressão política que a religião sofreu para que todos pudessem pensar da forma que lhes aprouvesse.
Basta que a laicidade afrouxe e os funcionários de deus andem à solta, para que aumente o proselitismo e diminua a liberdade religiosa. A fé, sem verificação dos factos, devia envergonhar as pessoas que dela se reclamam mas, pelo contrário, é motivo de orgulho e detonador de ódio e guerras.
Na Europa, a Jugoslávia desintegrou-se a tiro com orações idênticas a deuses parecidos. Como foi possível um livro da Idade da Bronze, com cópias e versões modificadas, dar origem a genocídios e ódios tribais? O certo é que as pessoas que não toleram opiniões diferentes sobre normas de higiene e não consentem que as escolas difundam mentiras científicas, aceitam a indústria dos milagres e outras mentiras religiosas.
Se não fosse o veneno que destilam a Tora e o Corão a guerra entre Israel e a Palestina não existiria. No meio da carnificina e do horror há sempre alguém que grita que deus é grande, enquanto de um lado se acredita na vinda de um profeta e, do outro, se tem por adquirido que o tal profeta já veio na pessoa de um condutor de camelos analfabeto.
Por isso, enquanto morrem crianças e outros inocentes, obrigados a abraçar a fé que lhes impuseram, há judeus com trancinhas e muçulmanos condenados a cinco orações diárias que lutam, pela mesma terra, acreditando em antigas certidões notariais apócrifas. Jeová e Alá envenenam os que se julgam herdeiros de cada um deles.
Basta que a laicidade afrouxe e os funcionários de deus andem à solta, para que aumente o proselitismo e diminua a liberdade religiosa. A fé, sem verificação dos factos, devia envergonhar as pessoas que dela se reclamam mas, pelo contrário, é motivo de orgulho e detonador de ódio e guerras.
Na Europa, a Jugoslávia desintegrou-se a tiro com orações idênticas a deuses parecidos. Como foi possível um livro da Idade da Bronze, com cópias e versões modificadas, dar origem a genocídios e ódios tribais? O certo é que as pessoas que não toleram opiniões diferentes sobre normas de higiene e não consentem que as escolas difundam mentiras científicas, aceitam a indústria dos milagres e outras mentiras religiosas.
Se não fosse o veneno que destilam a Tora e o Corão a guerra entre Israel e a Palestina não existiria. No meio da carnificina e do horror há sempre alguém que grita que deus é grande, enquanto de um lado se acredita na vinda de um profeta e, do outro, se tem por adquirido que o tal profeta já veio na pessoa de um condutor de camelos analfabeto.
Por isso, enquanto morrem crianças e outros inocentes, obrigados a abraçar a fé que lhes impuseram, há judeus com trancinhas e muçulmanos condenados a cinco orações diárias que lutam, pela mesma terra, acreditando em antigas certidões notariais apócrifas. Jeová e Alá envenenam os que se julgam herdeiros de cada um deles.
Comentários
= GUERRAS INFINDÁVEIS
No Próximo Oriente degladiam-se duas religiões – islâmica e judaica - que não conseguiram, ao longo da história, reformar-se.
E, não havendo Reforma, é impossível uma sã convivência entre dois grupos de crentes no mesmo território. Sucessivos papas, Henrique VIII, Lutero, Calvino, conheciam profundamente este problema.
Os auto-denominados heréticos combatem, entre si, sob qualquer pretexto, com extrema violência.
Na Palestina, este problema tentou ser contornado com uma artificial separação e delimitação de territórios. Só que as separações artificiais resultam mal. África e o colonialismo europeu que aí vigorou durante séculos, é um acabado exemplo desta situação.
A “partilha” da Palestina, entre judeus e árabes (com a oposição dos palestinos), é feita sob a batuta dos vencedores da II Guerra Mundial.
A Declaração Balfour e o intenso trabalho do lobby judeu aproveitaram-se da desorientação e da ressaca do pós-guerra e no dia 29 de novembro de 1947, as Nações Unidas, aprovaram a Resolução 181, consumando a divisão da Palestina.
Esta votação não foi pacífica e a intromissão do movimento sionista foi bem visível e determinante, nem sempre usando métodos muito ortodoxos (chantagem do Holocaustro, corrupção, etc…).
A situação foi de tal modo escabrosa que levou o Embaixador do Líbano (já teria uma pedra no sapato…) a denunciá-la na AG das Nações Unidas, nos seguintes termos:
"A liberdade de voto é sagrada e não podemos abandoná-la pelo tirânico sistema de abordar delegações diplomáticas em quartos de hotel, corredores e ante-salas, ameaçando-as com sanções, ou oferecendo propinas e fazendo promessas para obrigá-las a votar desta ou daquela maneira."
Conseguido este intento – a partilha da Palestina - começa a grande saga.
O movimento sionista, coloca Ben Gurion no poder e ultrapassando o teor da resolução de Novembro de 1947, começa a ser tecida uma teia colonizadora de um território que excede o definido.
Gurion e os PM's que lhe seguiram ignoram acintosamente as resoluções da ONU (que sucede às NU’s), e com o apoio dos EUA, envolvem-se em cíclicas guerras territoriais regionais donde saiem, sempre, com anexações territoriais.
Por outro lado fortalecem-se com um poderoso arsenal bélico (onde se incluem armas nucleares) e, deste modo, ameaçam os Países árabes que circundam a Palestina.
Isto é, levam a instabilidade à região e para contraditar o óbvio, queixam-se da insegurança enquanto … nação ou colonato?
Estes problemas não eram imprevisíveis, nem sequer dificeis de descortinar. O que se duvidava é que o Mundo – e em especial os EUA – emprestassem aos judeus um tão profundo apoio político e financeiro que levassem – na actualidade - o “colonato judeu em terras da Palestina” a definir, unilateralmente, o acantonamento dos palestinos, seus habitantes autóctones, em faixas de território, sem nenhum nexo político ou económico, que não seja uma paranóica noção de segurança israelita ou, o que seria mais dramático, a doutrina sionista do “Grande Israel”, claramente marcada por um indisfarçável desígnio expansionista.
Esta simbiose de confronto religioso e disputa territorial vem mantendo aceso este interminável conflito israelo-palestino.
A II Guerra não justificava as decisões tomadas em 1947 pelas Nações Unidas. Uma das grandes consequências da guerra mundial, foi a descolonização. Infelizmente, nós portugueses, não beneficiamos desse movimento emancipador mas esse é outro assunto. Não havia era justificação para no meio de um movimento descolonizador criar uma nova colónia na Palestina. Nem foi bem criar, foi embutir.
A justificação primordial foi o holocaustro, com o qual os palestinos nada tinham a ver.
Aliás, sendo certo que o Holocustro foi um dos mais horríveis crimes contra a Humnidade, a situação actual mostra que os israelitas não souberam - ou não querem - colher ensinamentos dessa tragédia.
Hoje, no brutal ataque que decorre contra a faixa de Gaza – bombardeamentos aéreos ao ritmo de 20 em 20 minutos (3 por hora!) – estão a transformar esse massacrado território numa enorme incineradora humana.
Em, 1947, um pacifista idóneo que deu um notável exemplo durante a vida, Ghandi de seu nome, ao qual lhe foi conferido a honraria de “Mahatma” (A grande Alma), preconizava, deste modo, sobre o futuro da Palestina:
“ O que está acontecendo na Palestina não é justificável por nenhuma moralidade ou código de ética. Certamente, seria um crime contra a humanidade reduzir o orgulho árabe para que a Palestina fosse entregue aos judeus parcialmente ou totalmente como o lar nacional judaico.”
Realmente, a demência da fé não pôde deixar de me empurrar para a reflexão sobre a actual demência da guerra e as suas origens remotas.
Entao e agora... voltamos a 1947?
Não! Entramos em 2009 (mal, diga-se).
Todavia, necessitamos de perceber a "causa das coisas" que acontecem nos dias de hoje.
Se não, podemos ter a ilusão de que foi o 1º. rocket disparado pelo Hamas o "rastilho" para esta terrífica guerra.
Estas cíclicas guerras que Israel vai alimentando no Próximo Oriente, com os pelestinos, ou com os seus vizinhos mais próximos, são politicamente estratégicas.
Esta, corresponde ao período eleitoral que se avizinha e às dificuldades políticas da coligação no poder.
A oportunidade também foi cirurgicamente escolhida.
Tinha de se efectuar antes da posse de Barack Obama.
A minha pergunta é, se estas guerras, resolvem os problemas de segurança na Região, ou são desnecessárias e mortíferas exibições de força, onde o mais fraco, o humilhado, vai ficando cada vez mais revoltado.
Novamente, citando Gandhi:
"Olho por olho, e o mundo acabará cego".
Logo, agora (como interroga) impõe-se o cessar fogo imediato que, no meu entender, é o que o Mundo exige.
As requentadas explicações e a arrogância de Israel, o fundamentalismo do Hamas, as imolações assassinas com cinturões de granadas, as mortes de ambos os lados, a miséria nos territórios palestinos, gerações em inóspitos campos de refugiados, já cansam...
Mais uma vez - TRÉGUAS JÁ!
Livros que abordam esta página imunda do catolicismo sofrem censura em vários países!!
Livros como “O holocausto do Vaticano” de Avro Manhattan ou “Genocide in Sattelite Croatia” de Edmond Paris.
Nem a mídia fala destes livros!! A mídia anda submissa ao lobby da ICAR.
O grande Avro Manhattan dizia isso!!