Madeira - Autonomia à solta

Alberto João Jardim pede a ajuda do Presidente da República na solução dos assuntos que opõem os governos da Madeira e da República. Na carta, que foi revelada este domingo pelo "Jornal da Madeira", o líder madeirense refere da "insensibilidade" do Governo de José Sócrates.

Comentários

e-pá! disse…
CE:

Primeiro é preciso ter em conta o "estatuto especial" de AJJ...

Mas ser bizarro, extravagante e politicamente incorreto, não é o mesmo que ser tolo.
E AJJ não é tolo!

Esta "petição" é uma das leituras possíveis da enigmática mensagem de Ano Novo do PR, cuja total aceitação (encaixe) pelos Partidos, não parece inteligível para os portugueses.
e-pá! disse…
ADENDA:

As "questões madeirenses" não são filhas únicas da interpretação que sugeria sobre o discurso de Ano Novo do PR.

Hoje, o jornal Público de hoje link, na pág. 6, refere a solicitação, por parte do PR ao Governo - antes da promulgação do diploma - de explicações sobre o OGE, que a evolução da situação internacional e as decisões no seio da UE, fizeram alterar pressupostos e objectivos.

Bem, o OGE proposto pelo Governo, depois de aprovado na AR, passa a ter a força legal de Lei.
Os assuntos referentes a eventuais explicações que o OGE aprovado suscite, passam a dizer respeito às relações entre o PR e a AR. Não se restringem a "conversas" entre o PR e o PM...
Aliás, o PR como qualquer português, conhece as alterações que, obrigatoriamente, a crise internacional aporta ao orçamento.

Para falar verdade (como agora é in) o que Cavaco Silva queria discutir era o pacote de apoio à Economia anunciado por Sócrates sob a designação de "Iniciativas para o Investimento e Emprego".
E foi sobre isso que fez incidir parte substancial da sua mensagem de Ano Novo, com posições muito próximas das que MFL vem publicamente defendendo.
Depois disto, as reacções de Vitalino Canas e Augusto Santos Silva à mensagem de Ano Novo do PR, tornam-se anedóticas...

Mais uma vez, temos a tal "cooperação estratégica", envenenada.
Do que se trata é de uma intromissão na política governamental, com claro desrespeito da separação de poderes. Bem sei que o PR português não é a Rainha de Inglaterra. Mas, há uma coisa que têm em comum: o dever de isenção.

Num comentário anterior referi que o Governo já devia ter anunciado que estava a trabalhar num orçamento rectificativo (inevitável).
Não para o fazer aprovar no imediato, porque a situação financeira mundial e os reflexos sobre a economia da zona euro, não estão suficiente e exaustivamente esclarecidos.
Mas para acabar com insolentes pedidos de explicações...que só podem desestabilizar a política nacional, em tempos tão perturbados.

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