Ramalho Eanes referiu como trágica a descolonização em que «milhares de pessoas foram obrigadas a partir para um país que não era o seu». Tem razão o ex-PR cujo papel importante na democracia e o silêncio o agigantou depois da infeliz aventura por interposta esposa na criação do PRD e da adesão à Opus Dei, sempre por intermédio da devota e reacionaríssima consorte, que devolveu o agnóstico ao redil da Igreja. Eanes distinguiu-se no 25 de novembro, como Dinis de Almeida no 11 de março, ambos em obediência à cadeia de comando: Costa Gomes/Conselho da Revolução . Foi sob as ordens de Costa Gomes e de Vasco Lourenço, então governador militar de Lisboa, que, nesse dia, comandou no terreno as tropas da RML. Mereceu, por isso, ser candidato a PR indigitado pelo grupo dos 9 e apoiado pelo PS que, bem ou mal, foi o partido que promoveu a manifestação da Fonte Luminosa, atrás da qual se esconderam o PSD e o CDS. Foi nele que votei contra o patibular candidato do PSD/CDS, o general Soares...
Comentários
Todavia não resisto a perguntar:
É a Grã-Bretanha um Estado laico?
Um Estado (reino), onde a mais alta personagem da hierarquia pública é empossada (coroada) pelo arcebispo de Cantuária, numa abadia (Westminster), é um Estado laico?
Um reino em que o hino nacional começa por "God Save the Queen (ou the King)", conforme o género do titular, é um Estado laico?
Esta manifestação - com a qual estou solidário - transmite a sensação de que a Grã-Bretanha se "sente" fora da Europa.
Ilusão ou será mesmo "isso"?
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O Reino Unido é um estado confessional, de religião anglicana.
Felizmente, a rainha não faz homilias e nem sequer é obrigada a ser crente.
A liberdade religiosa é ali maior do que em alguns estados laicos submetidos a concordatas.