A IGREJA CATÓLICA NO SEU PIOR

Num intervalo de pastorear as suas ovelhas em Fátima, Sua Eminência o Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa D. José Policarpo fez ontem uma declaração à Nação sobre o momento crítico que esta atravessa.

 A sua mensagem pode sintetizar-se numa frase: “Não se resolve nada contestando”. No entender de Sua Eminência, devemos é apoiar os nossos governantes para que nos conduzam pelo bom caminho. Pagar e não bufar. Comer e calar (mesmo que já pouco haja para comer).

 É como se de repente recuássemos mais de quarenta anos. Como se das profundezas da História nos viesse a voz untuosa do Cardeal Cerejeira pregando que o nosso dever é obedecer e exortando-nos a agradecer a Deus por nos ter dado Salazar, o “homem providencial”.

 Com estas declarações a Igreja Católica mostra-se como sempre foi: um fiel sustentáculo da direita, que serve e que a serve.

 D. José Policarpo está manifestamente preocupado por ver por esse País fora multidões a protestar contra o “Governo da Nação”. Para Sua Eminência, multidões só em Fátima. Ou quando muito – e já é grande condescendência – num jogo de futebol.

 “Não se resolve nada contestando”. Então como é que se resolve? Certamente, rezando! É isto que Sua Eminência tem para nos dizer.

Comentários

Kurcudilo disse…
Que vá fazer de tocha humana lá para o Inferno que inventaram !
JotaB disse…
José, o poli+carpo:

"Até que ponto construímos saúde democrática com a rua a dizer como se deve governar? (...) O que está a acontecer é uma corrosão da harmonia democrática, da nossa constituição e do nosso sistema constitucional".
"Não se resolve nada contestando, indo para grandes manifestações" e, tão pouco, "com uma revolução".
"A democracia faz-se vencendo etapas como estas" e "existem sinais positivos (...) e estes sacrifícios levarão a resultados positivos".
"Não nos peçam que entremos na balbúrdia das opiniões".


Estamos perante a necessidade de um novo Joaquim António de Aguiar (“Mata-Frades”) e de uma Lei idêntica à sua de 30 de Maio de 1834, que declarou extintos todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios, e quaisquer outras casas das ordens religiosas regulares, sendo os seus bens secularizados e incorporados na Fazenda Nacional

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