Uma extraordinária saga que pariu uma infame rábula orçamental…

Não vamos considerar os 'floreados orçamentais', versão 2013, que começaram a 7 de Setembro com a desastrada comunicação de Passos Coelho sobre a TSU e a 'reprise', não menos caricata, que Vítor Gaspar se prestou a fazer nos dias seguintes, para acabar numa audição perante o Conselho de Estado.

Os portugueses pensaram que as quixotescas intenções sobre o OE tinham morrido em Belém no dia 20.09.2012 (no referido Conselho de Estado).

Há cerca de 11 dias Vítor Gaspar, volta à carga, e anuncia aquilo a que chamou as linhas gerais do OE 2013 decorrentes de ‘negociações’ com a troika. O tentar emendar a mão mostrou-se desastroso e o País, confrontado com mais do mesmo, agora em 'doses cavalares', entrou em estado de choque.

A 8 de Outubro na reunião do Eurogrupo, Vítor Gaspar, terá sido aconselhado a deitar água na fervura. Falou, então, em ‘mitigar’ (pressupõe-se que arranjando medidas pelo lado da despesa que substituíssem o assalto fiscal). link.
Entretanto, por cá, um dos parceiros da coligação governamental (CDS/PP) lança para o ar 'bitates' que estará (ainda) a tempo e se vai esforçar para rever a proposta orçamental, aliviando-a de um excessivo peso fiscal. link

Dias depois, o Governo enceta uma maratona negocial (no seu seio) reunindo extraordinariamente durante largas horas (> 12), com a oportuna cobertura mediática link. No final nenhuma satisfação aos portugueses. Razão anunciada: seria necessário previamente ‘renegociar’ alterações com a Troika.

Hoje, Vítor Gaspar, não tem pejo em anunciar uma ‘enormidade’ fiscal. No fim, em jeito de desabafo, decidiu penitenciar-se porque se considera um beneficiário do sistema educativo português. E afirma que a sua saga é uma retribuição… pelo ‘enorme’ investimento que o País fez na sua Educação link. Bem, para este senhor tudo o que for ‘enorme’ é para agradecer e chorar por mais.

Porque não o ‘chumbaram’ em devido tempo?

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