segunda-feira, março 27, 2006

Coimbra e o Mondego


O Mondego, o rio Mondego, que devia ser o elo de ligação entre as duas margens, foi sempre um obstáculo a separá-las, um acidente a dividir a cidade.

Agora, o rio leva as esplanadas da margem , num gesto de azedume por uma cidade que o maltrata. Não sei se são as esplanadas que o rio arrasta ou se é Coimbra que se dissolve nas águas para não morrer de vergonha em terra.

Depois das cicatrizes do fogo faltavam as mazelas da água. «O vento cala a desgraça».

Nota: Imagem publicada posteriormente.

4 Comments:

At terça mar 28, 09:40:00 da manhã, Blogger Mano 69 said...

Desta vez não podem dizer que Mário Nunes escreveu mal. A coisa até esta poética...

 
At quarta mar 29, 11:45:00 da tarde, Anonymous Carlos Esperança said...

Mano 69:

Fui eu que escrevi. obrigado pelo elogio.

 
At quarta ago 16, 04:50:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Enjoyed a lot!
»

 
At quinta abr 26, 05:22:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Enjoyed a lot! Horse racing screensavers Buy cod delivery phentermine zocor weight gain Zoloft and heart top rated software downloads patents Laser detector omron radar soccer

 

Enviar um comentário

<< Home