quarta-feira, março 22, 2006

Procriação medicamente assistida


À semelhança de outros países europeus é urgente legislar sobre o assunto. O pior que pode acontecer é o vazio legal.

Os problemas técnicos são essencialmente do foro médico. Os éticos e políticos são da competência da Assembleia da República. Aliás, têm sido apresentados projectos de lei de grande nível por vários grupos parlamentares.

Há, todavia, indivíduos que andam por aí a exigir um referendo, uns pios devotos que costumam aparecer sempre que alguém pretende abolir a prisão para mulheres que, às vezes em condições dramáticas, recorrem ao aborto.

Os que condenaram a actual lei que regula o aborto, que queriam proibir a interrupção da gravidez nos casos de violação, risco de vida para a mãe e malformação do feto, que nem o incesto contempla, são os mesmos guardiões da moral que pretendem zelar pelos embriões e impor os preconceitos religiosos à sociedade.

Não é só no islão que há talibãs.

Post scriptum – O método tradicional manter-se-á o mais popular.

1 Comments:

At quarta mar 22, 09:32:00 da tarde, Anonymous e-pá! said...

Nada - ou ninguém - conseguirá bloquear a ciência e o progresso tecnológico desde que humanizado e ético.
Podem estorvar - é o que têm feito.

Lamento contudo que esta questão continue no segredo dos Deus ou, melhor, no centro de uma cascata de relatótios e/ou propostas legislativas.

Esta questão entronca-se com a IVG (não lhe chamemos "aborto")e a grande questão é sempre a mesma: manipulação tecnológica
versus
dignidade humana.

O resto, são outras manipulações...religiosas, fundamentalmente.

Importante trazer esse assunto à baila!

 

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