Franco - Piedoso assassino e frustrado agressor


Carlos Arias Navarro, o último presidente do Governo de Franco, pensou declarar guerra a Portugal em 1975, na tentativa de conter o comunismo perante a formação de um governo de esquerda em Lisboa. Quem o diz é o jornal espanhol "El País", numa reportagem publicada hoje.

Comentários

e-pá! disse…
Arias era considerado um homem sem quaisquer qualidades para o cargo que ocupava.
Depois da malograda presidencia de Carrero Blanco tornou-se um lugar pouco apetecível, razão bastante para Arias alcancá-lo e ter oportunidade de fazer propostas o mais disparatadas que, em dados momentos, lhe acorressem ou lhe ocorressem.

Todavia, deve-se reconhecer que os conturbados tempos de 1974-75, assustaram alguma Europa e os EUA.
Arias ficou em Madrid absorto possivelmente contemplando a Plaza d'el Oriente, aguardando o desenlace fatal do caudilho.

Entretanto, chegou a Lisboa vindo dos States, Franco Carlucci, que não trouxe a guerra contra o comunismo, mas o secreto e discreto apoio aos inimigos do 25 de Abril, influenciando o curso dos acontecimentos, nomeadamente, exigindo o afastamento da cena política dos militares revoltosos.
De que maneira? O distanciamento histórico e o livre acesso a toda a documentação, vai, com certeza, elucidar-nos...

Mas a preocupação do presidente do Governo Arias em conter o comunismo na Ibéria é anedótica pretensão e uma imagem mirabolante do estertor falangista.

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