BCP - Os nomes da suspeita

Segundo o PÚBLICO anuncia na edição impressa de hoje, para além dos três últimos ex-presidentes executivos do BCP, Jorge Jardim Gonçalves, Paulo Teixeira Pinto e Filipe Pinhal, o BdP notificou ainda Cristopher de Beck, António Castro Henriques, António Rodrigues e Alípio Dias.

Comentários

e-pá! disse…
O que se está a passar com os anteriores responsáveis do BCP, ainda não tranquiliza os portugueses.

Na verdade, quase todo o País se interrogava sobre a situação desses senhores, vivendo tranquilamente no remanso do seus lares, principescamente indemnizados, impunes.

Este (inevitável) passo promovido pelo BdP é um desafio à eficiência da Justiça portuguesa.
Já não falo da prontidão porque, como toda a gente prevê, vamos ter de esperar pelas calendas gregas para conhecer o desfecho.

Tem, contudo, o mérito de aplacar a indignação que grassava pelo País.
A intrincada situação económica que se avizinha, pode, como já está a suceder na Grécia, provocar focos pontuais, ou generalizados, de crispação social que podem descambar em violência.
Medidas como esta vêm "arrefecer" as tensões sociais, se acaso, forem visíveis - em tempo útil - as consequências da prática de uma gestão danosa e forem punidos os especuladores.

A fraude recentemente detectada de especulção em pirâmide (tipo D. Branca) praticada pelo corretor norte-americano Bernard Madoff, que contagiou Bancos e Fundos, vem questionar com que tipo de gente, estamos a lidar e a confiar, quando depositamos as nossas economias nas, até há pouco tempo insuspeitas, instituições bancárias...

Mecanismos apertados e eficiêntes de regulação das instituições financeiras são urgentes, bem como o equacionamento dos mecanismos de alavancagem e o trânsito por offshores e paraísos fiscais.

A regulação e a fiscalização que existe, não satisfaz minimamente.
É necessário legislar, com urgência, rigor, competência e probidade, nesta área.

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