Ramalho Eanes referiu como trágica a descolonização em que «milhares de pessoas foram obrigadas a partir para um país que não era o seu». Tem razão o ex-PR cujo papel importante na democracia e o silêncio o agigantou depois da infeliz aventura por interposta esposa na criação do PRD e da adesão à Opus Dei, sempre por intermédio da devota e reacionaríssima consorte, que devolveu o agnóstico ao redil da Igreja. Eanes distinguiu-se no 25 de novembro, como Dinis de Almeida no 11 de março, ambos em obediência à cadeia de comando: Costa Gomes/Conselho da Revolução . Foi sob as ordens de Costa Gomes e de Vasco Lourenço, então governador militar de Lisboa, que, nesse dia, comandou no terreno as tropas da RML. Mereceu, por isso, ser candidato a PR indigitado pelo grupo dos 9 e apoiado pelo PS que, bem ou mal, foi o partido que promoveu a manifestação da Fonte Luminosa, atrás da qual se esconderam o PSD e o CDS. Foi nele que votei contra o patibular candidato do PSD/CDS, o general Soares...
Comentários
Pelo contrário.
A nomeação de Catalina Pestana, de início aceite pela generalidade das pessoas mais directamente envolvidas nas investigações judiciais, entretanto em curso, cedo se desfez.
Começou a investigar por conta própria, a mandar palpites, a elaborar juízos de valor sobre pessoas (arguidos ou vítimas), na verdade, a querer interferir directamente no curso do processo. Portanto, a existência de eventuais procedimentos do tipo da ocultação não me surpreendem.
A Senhora em questão, em vez de disciplinar a instituição, constituiu-se em juizo paralelo e andou entretida com factos que não eram da sua competência.
Anos após a sua posse como responsável, saí a liça afirmando que, na Casa Pia, continuam os abusos sexuais. Não admira - esteve distraída com outros assuntos...
Uma vez no cargo de directora da Casa Pia, assimilou os "tiques manobristas" do seu tutor - Bagão Felix.
E sobre este último personagem, estamos conversados...