É preciso ter muita lata

Escreve Vasco Graça Moura no seu habitual panfleto no Diário de Notícias de quarta-feira: 


Não estará porventura a esquecer-se das aselhices e demagogias dos catastróficos governos Barroso/Portas e Santana/Portas, porventura ainda mais catastróficas e lesivas da economia nacional? Como pode a defesa da sua dama levar a tão flagrante cegueira uma pessoa que tem todas as credenciais académicas e publicísticas para ter um mínimo de lucidez?

Comentários

e-pá! disse…
VGM vive a política como um emaranhado de soluções de continuidade que, ocultando ou empolando as realidades, têm um objectivo final:
- encaixar a realidade nas suas convicções, e só isso.

Domina bem a Língua Portuguesa mas, em política, isso é insuficiente, pois há que interpretar não a gramática ou questões semânticas, mas os factos politico-económicos e as realidades sociais e culturais dos povos.

E, ao não deixar que a verdade aflore entre metafóricas tiradas, dificulta-lhe a compreensão da crise actual.
Como neo-liberal que é e não faz esforço para esconder, pretende sacudir a água do capote.

Para mais facilmente atingir a Esquerda, de uma penada, riscou do mapa político o governo de Barroso alcolitado nas Finanças por Manuela Ferreira Leite e o inefável Santana Lopes tendo à ilharga o beato Bagão Felix. Um acto de ilusionismo político...

Na verdade, foram malabarismos financeiros e contabilísticos no cálculo de deficit orçamental, como os de MFL e de BF que, noutra escala, noutro País - em Waal Street - alimentaram esta actual crise.
E, é daí, que nasce a actual "ódio" a Vitor Constâncio.

Como escrevia Stendhal:
A política é uma pedra atada ao pescoço da literatura, e que em menos de seis meses a submerge. A política, no meio dos interesses da imaginação, é um tiro no meio de um concerto...

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