Momento de poesia

Palestina



Ali, onde pulsa a dor,

no coração da Palestina,

o povo mártir chora

a morte de seus filhos assassinados.

Chora de raiva e de impotência

clamando por sangue e por vingança ...

E o grito desesperadamente liberto

já não penetra o muro do silêncio

que cerca aquela terra, aquela gente,

vivendo numa prisão a céu aberto ...

Há uma ferida profunda

na alma daquele povo

que a pata do judeu domina

em nome do sionismo,

em nome do Grande Israel,

sonhado por vontade divina,

assim vingando o pesadelo da História

da sua vivência na diáspora secular,

de povo marginalizado e proscrito.

Assim vingando o seu próprio horror

do holocausto vivido

e descarregando agora a arma do terror

num povo martirizado e aflito ...


Alexandre de Castro

Comentários

Mano 69 disse…
Falas de civilização...

Falas de civilização, e de não dever ser,
Ou de não dever ser assim.
Dizes que todos sofrem, ou a maioria de todos,
Com as coisas humanas postas desta maneira,
Dizes que se fossem diferentes, sofreriam menos.
Dizes que se fossem como tu queres, seriam melhor.
Escuto sem te ouvir.
Para que te quereria eu ouvir?
Ouvindo-te nada ficaria sabendo.
Se as coisas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo.
Se as coisas fossem como tu queres, seriam só como tu queres.
Ai de ti e de todos que levam a vida
A querer inventar a máquina de fazer felicidade!

Alberto Caeiro

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