Mensagem de Ano Novo do PR e uma historieta boçal e virtual…

Durante a audição da mensagem de Ano Novo do presidente da República link onde foi afirmado em relação ao OE-2013 que “…Todos serão afetados, mas alguns mais do que outros, o que suscita fundadas dúvidas sobre a justiça na repartição dos sacrifícios. Por minha iniciativa, o Tribunal Constitucional irá ser chamado a pronunciar-se sobre a conformidade do Orçamento do Estado para 2013 com a Constituição da República…” trouxe-me à memória uma brejeira – talvez boçal – narrativa gizada à volta de uma situação estupidamente caricata que ‘ouvi’ nos tempos do serviço militar. É, portanto, uma ‘historieta de caserna’.


Aí vai (de improviso):

Uma tímida e recatada senhora, casada, começa a ser importunada, melhor, assediada, por um vizinho 'atrevidote', assíduo frequentador da sua casa.

Conversa com o marido sobre esta perturbante situação. Incrédulos sobre a natureza dos ‘avanços’ e as intenções do vizinho decidem, conjuntamente, testá-lo.

Assim, num dia aprazado, o marido da dita senhora simula sair para o trabalho mas, de imediato, regressa a casa, entra no quarto e esconde-se debaixo da cama. Eis se não quando entra em cena o referido vizinho que começa a fazer incómodos avanços, abordando a senhora que está a repousar no seu leito conjugal. 'Atiradiço' começa a acariciá-la, descalça-se, despe-se e entra na cama consumando o acto. Findo este o vizinho retira-se rapidamente.

Não se tendo verificado qualquer reacção do marido [que continuava escondido debaixo da cama] a ‘abusada’ senhora interpelou-o: Então, não fizeste nada?

Resposta do marido: isso pensas tu!

Esposa: mas, então, o que fizeste?

Resposta: mijei-lhe nos sapatos!


Este epílogo encaixa perfeitamente no anúncio hoje feito por Cavaco Silva na sua mensagem de Ano Novo relativamente ao envio da Lei do OE-2013 - que este fim-de-semana promulgou - para o Tribunal Constitucional.

Comentários

A historieta retrata bem a atitude de Cavaco. Tem dúvidas - ele que se gabava de que nunca tinha dúvidas... - mas mesmo assim promulga. Só que... envia para o T.C.. Este envio é inócuo, pois há muito se sabe que vários deputados de esquerda vão requerer também a fiscalização sucessiva, pelo que se dispensava o requerimento presidencial.
Teria feito melhor figura se se tivesse limitado a promulgar; pelo menos teria sido coerente.

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