As televisões e os comentadores


As vuvuzelas do Governo e ofícios correlativos foram mobilizadas, com o pseudónimo de comentadores, para a ofensiva geral contra o Tribunal Constitucional, em particular, e, muito especialmente, contra a Constituição.

O Estado de Direito é, para esses avençados, um estorvo à maratona ultraliberal sem obstáculos. Vieram uns de escolas maoistas que os procriaram em Lisboa, em paróquias influenciadas pela CIA, nos idos tempos de 1975; outros são de sólida cepa salazarista e de boas famílias da Linha, de avós piedosos e com cartão da União Nacional.

Quando um comentarista desalinhado diz que a Constituição é a matriz do ordenamento jurídico é olhado de soslaio mas ainda não é acusado de comunista, apenas é suspeito de ser maçon.

O PR, garante da Constituição, não praticante, é agora incensado pelo odor a santidade e pela honestidade de quem, tendo nascido uma única vez, quiçá a mais, só encontra rival em quem tenha nascido duas vezes, milagre que nem a Igreja Maná ousa.

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