No rescaldo de um dia de festa e de saudade



Dizem-me que o discurso de Cavaco Silva foi um verdadeiro desastre. Se um partido o considera como vice do PM e outro como fator de divisão, Vasco Lourenço disse que o PR tirou a máscara, como se a máscara não fosse o verdadeiro rosto.

Na verdade, Cavaco não tem perfil para as funções que ocupa e a ingratidão para com o 25 de Abril, que permitiu ao « mísero professor» –, como ele via as funções docentes na Universidade –, percorrer os mais altos postos do Estado, mostra a fibra de quem não tem a mais rudimentar sensibilidade nem reconhece quanto deve a quem tudo fez sem nada pedir.

Dizem-me que Cavaco está preocupado com o seu lugar na história, mas que lugar pode almejar quem se limita a embalar o berço do Governo, espécie de guarda-costas de um elenco presidencial que se arrasta sob a aparente liderança do impensável Passos Coelho e de uma folha de Excel mal preenchida a que chamam ministro das Finanças?

Cavaco é o símbolo da degradação da classe política, o paradigma da ruína cívica a que nos conduziram. O seu discurso foi o espelho do autor.

Comentários

Com este discurso, Cavaco desceu o último degrau que faltava para deixar de ser Presidente da República e passar a ser apenas presidente da coligação PPD/CDS.
Defendeu sem rebuço as posições do governo e atacou as da oposição. Agora a sua única função é moderar as desinteligências entre os dois partidos da coligação.
A República já não tem Presidente.
e-pá! disse…
Na verdade, um discurso miserável.
Tenho dúvidas que Cavaco tenha descido o último degrau... Suicidou-se!
Colocou o País numa encruzilhada. Agora, deixou de bastar novas legislativas. É tambem necessário preparar outras presidenciais.
Aprofundou a crise política larvar em que vivemos nos últimos tempos. Ontem, na AR, o PR ligou o seu destino político ao deste Governo. Não lhe resta qualquer papel a desempenhar. Tornou-se numa confrangedora inutilidade.
menvp disse…
Anda por aí muita conversa de CONTRIBUINTE PARVO
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-> O Contribuinte Parvo INSISTE em dar 'carta branca' aos políticos... quando... a experiência mostra que os políticos honestos (que existem de facto!)... não dão, claramente, conta do recado!...
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-> Os Parolizadores de Contribuintes (políticos e não só) falam em novo governo... blá, blá, novo governo... blá, blá, novo governo... [vulgo, 'vira-o-disco' e toca o mesmo: um sistema muito permeável a lobbys]... procurando desviar a conversa daquilo que é cada vez mais óbvio: quem paga (vulgo contribuinte) deve efectuar uma fiscalização cada vez mais eficaz das contas públicas!
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--->>> É necessário uma campanha para motivar os contribuintes a participar... leia-se, votar em políticos, sim, mas... não lhes passar um 'cheque em branco'... leia-se: para além do «Direito ao Veto de quem paga» (ver blog «fim-da-cidadania-infantil»).... é urgente uma nova alínea na Constituição: o Estado só poderá pedir dinheiro emprestado nos mercados... mediante uma autorização expressa do contribuinte - obtida através da realização de um REFERENDO.
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P.S.
-> Todos pudemos assistir a uma incrível e monumental campanha [nota: a superclasse (alta finança - capital global) controla a comunicação social] no sentido de ridicularizar todos aqueles que eram/são contra o 'viver acima das possibilidades'... isto é, uma campanha no sentido de ridicularizar todos aqueles que eram/são anti-endividamento excessivo; um exemplo: no passado, Manuela Ferreira Leite foi ridicularizada por ser uma ministra anti-deficit-excessivo; e mais, chegam a retratar o contribuinte alemão (que recusa ser saqueado) como novos fascistas/nazis...
-> O discurso de qualquer 'cão/gato' anti-austeridade tem logo direito a amplo destaque... [nota: a superclasse (alta finança - capital global) controla a comunicação social].
--->>> Um afrouxamento no controlo rigoroso das contas públicas (fim da austeridade)... proporciona oportunidades para a superclasse... isto é, ou seja, com tal afrouxamento, a superclasse (e suas marionetas) passam a poder 'CAVAR BURACOS' sem fim à vista: BPN's, PPP's, SWAP's, etc...
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P.S.2.
-> Depois de 'cozinhar' o caos... a superclasse aparece com um discurso, de certa forma, já esperado!... Exemplo: veja-se a conversa do mega-financeiro George Soros: «é preciso um Ministério das Finanças europeu, com poder para decretar impostos e para emitir dívida»
-> Como o contribuinte alemão está firme... o mega-financeiro George Soros defende agora um Euro sem a Alemanha... para que... a superclasse possa PROLONGAR O FESTIM proporcionado por países a endividar-se excessivamente (países a viverem acima das suas possibilidades).
Nota: a firmeza do contribuinte alemão (não cedendo à pressão exercida internacionalmente...) é fundamental para salvar a Europa!!!
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P.S.3.
-> Um caos organizado por alguns - a superclasse (alta finança - capital global) pretende 'cozinhar' as condições que são do seu interesse:
- privatização de bens estratégicos: combustíveis... electricidade... água...
- caos financeiro...
- implosão de identidades autóctones...
- forças militares e militarizadas mercenárias...
resumindo: uma Nova Ordem a seguir ao caos - uma Ordem Mercenária: um Neofeudalismo.
{uma nota: anda por aí muito político/(marioneta) cujo trabalhinho é 'cozinhar' as condições que são do interesse da superclasse: emissão de dívida e mais dívida, IMPLOSÃO DA IDENTIDADE AUTÓCTONE, etc}

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