XIX Governo Constitucional: a incrível agenda das últimas 24 horas…

O Governo exibiu, nas últimas horas, um pungente estado de completa deriva mas, ao que parece, ainda tem capacidade de reunir. Ontem, debruçou-se sobre o acórdão do TC. Provavelmente consultou os mesmos ‘constitucionalistas’ que lhe garantiram acerca do OE-2013 a pureza e conformidade com a Lei Fundamental. Cada um pede os conselhos que quer e a quem quer. Nós pagamos.

Terminou a reunião com uma data de insinuações e ao que parece decidido a dar um passo mais além na consolidação de um clima de veladas ameaças sobre os portugueses. link
Resolveu – face à realidade decorrente – encetar uma fuga em frente e acolher-se (encolher-se?) à sombra de Cavaco Silva link.

Passos Coelho, mal findou o Conselho de Ministros, correu em direcção a Belém à procura de 'conforto'. Não sabemos se sob a forma de uma carta ou se quedou pelo 'anímico'.
O Presidente da República acolheu-o e momentos depois retira da gaveta de uma qualquer secretária uma ‘nota oficial’ do tempo do almirante Tomás, redundantemente explicativa dos passos dados, de quem pediu a audiência, quem esteve lá e quando, etc.
O comunicado emitido pela Presidência da República fecha com uma tirada que retoma um cliché usado ad nauseum durante o Estado Novo: …“salvaguarda do superior interesse nacional.” link. Por pouco não escorregou para o inefável: ‘A Bem da Nação’.

Após a audiência em Belém, o primeiro-ministro, marcou para esta tarde uma comunicação ao País. link Provavelmente vai anunciar a inevitabilidade de um 2º. resgate, 'espectro dantesco' que já utilizou como arma de arremesso contra todas as oposições durante o debate da última moção de censura do PS. Mas uma coisa podemos tomar por certa. Vai ‘esquecer-se’ de referir que esse resgate é a consequência do falhanço de todas as metas assumidas pelo seu Governo e duramente impostas aos portugueses, tentando ‘atirar’ a responsabilidade do desaire para cima do Tribunal Constitucional. Esta a estirpe de ‘politiqueiros’ que nos governa.

Não deverá apresentar a sua demissão, como se impunha e seria digno. Democraticamente digno perante a colectânea de insucessos que acumulou. Provavelmente, continuará mesquinhamente ocupado no completar da burocracia da ‘saída’ (exoneração) do seu companheiro Relvas. Aguardamos - a todo o momento - que seja atribuído, ao demissionário, um extenso louvor no DR (o que lhe poderá dar direito a outras 'equivalências'). Não é impunemente que durante anos alguém ‘fabrica’ um dirigente político. Depois, logo se verá… A primazia aos ‘criadores’. As ‘criaturas’ vêm depois…

Este o incrível guião do filme das derradeiras 24 horas

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