Nem a pão e água chegaremos lá…

Quantas rectificações vamos ter de introduzir no OE 2013 para ‘alegrarMr. Barroso?

Hoje, do alto do seu púlpito em Bruxelas, o presidente da Comissão Europeia foi muito assertivo. Disse:

“A Comissão Europeia espera que o governo "identifique rapidamente" as medidas que permitam "adaptar" o orçamento de 2013 por forma a garantir o cumprimento das metas orçamentais negociadas com a troika e que obrigam Portugal a atingir um défice orçamental de 5,5% do PIB este ano”... link

A Comissão Europeia anda um pouco (é favor!) desfasada do que se passa em Portugal. As medidas já foram ‘identificadas’. Ontem, para ser mais preciso. São [mais] cortes na Segurança Social, Educação, Saúde e Empresas Públicas link. Falta, isso sim, quantificá-las. Mas nesta questão Bruxelas tem de ter paciência. Gaspar vai fazer as primeiras previsões e deverá revê-las mês a mês (portanto, pelo menos 7 vezes). No final, o défice vai continuar a deslizar e então elabora-se um novo orçamento que fica a aguardar novo acórdão e começa tudo de novo.

Todos aqueles que aquando da discussão deste orçamento lhe chamaram ‘irrealista’, que alertaram para as consequências de enxertar austeridade em cima de austeridade, deverão ser classificados como ‘demagogos’ e passar a figurar numa 'galeria de bloqueadores’ ao lado dos juízes do TC.

O ‘ajustamento’ só termina quando estivermos a pão e água. Porque qualquer deriva significa ‘estragar’ tudo link. Portanto, não há recuo possível. Um beco sem saída.
E depois de toda esta saga o défice continuará excessivo. Mas não tem importância. Nessa altura, também, já não existirá País. Esta a ‘solução’. ‘Final’, of course

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