Imprudência e provocação
A realização do fórum da Troika em Portugal, no exato dia das eleições europeias, não é um ato gratuito, é uma despudorada provocação aos portugueses.
Draghi, Lagarde e Barroso resolveram fazer o banquete em casa dos pobres, exibir o seu poder, humilhando os que carecem da sua ajuda, colocando-se ao lado de quem aceitou todas as humilhações sem um queixume, um gesto de dignidade ou um grito de raiva – o atual Governo de todas as genuflexões e rastejamentos.
A troika, cujos erros foram reconhecidos internacionalmente, vem fazer discursos para casa de quem precisa de dinheiro e dispensa conselhos, de quem a suporta por precisão e não por afeto, de quem tem a corda na garganta e odeia quem lhe segura a ponta e se exibe junto do patíbulo.
O mais elementar dever de respeito por quem lhe alimenta a gula, à custa de sacrifícios, e que ousa amesquinhar os Tribunais do devedor, devia conter a ingerência grosseira no jogo político e nas opções eleitorais dos portugueses.
Que a troika goste da direita ultraliberal, que tivesse exultado com a traição de Passos Coelho, chumbando o PEC IV, que goste da sua improvável permanência no poder, não causa admiração. O que confrange é a falta de pudor, a arrogância e a provocação.
São funcionários vis ao serviço do capital financeiro internacional, cobradores de fraque sem ética, vergonha ou respeito, caixa de ressonância de interesses pouco respeitáveis e porta-vozes da coligação portuguesa. São a excrescência da agiotagem.
Draghi, Lagarde e Barroso resolveram fazer o banquete em casa dos pobres, exibir o seu poder, humilhando os que carecem da sua ajuda, colocando-se ao lado de quem aceitou todas as humilhações sem um queixume, um gesto de dignidade ou um grito de raiva – o atual Governo de todas as genuflexões e rastejamentos.
A troika, cujos erros foram reconhecidos internacionalmente, vem fazer discursos para casa de quem precisa de dinheiro e dispensa conselhos, de quem a suporta por precisão e não por afeto, de quem tem a corda na garganta e odeia quem lhe segura a ponta e se exibe junto do patíbulo.
O mais elementar dever de respeito por quem lhe alimenta a gula, à custa de sacrifícios, e que ousa amesquinhar os Tribunais do devedor, devia conter a ingerência grosseira no jogo político e nas opções eleitorais dos portugueses.
Que a troika goste da direita ultraliberal, que tivesse exultado com a traição de Passos Coelho, chumbando o PEC IV, que goste da sua improvável permanência no poder, não causa admiração. O que confrange é a falta de pudor, a arrogância e a provocação.
São funcionários vis ao serviço do capital financeiro internacional, cobradores de fraque sem ética, vergonha ou respeito, caixa de ressonância de interesses pouco respeitáveis e porta-vozes da coligação portuguesa. São a excrescência da agiotagem.
Comentários
Resta-nos uma certeza. Com este Governo nunca nos livraremos da troika. Se não estiverem em presença física estará a sua sombra. O que se divisa, com esta 'gente', é um 'regime de tutela permanente'. É a especialidade desta coligação: transformar situações por princípio transitórias em soluções permanentes...
Julgo que o próximo 'fórum da Troika' deve ser marcado nesta reunião de Lisboa. E adianto uma data: aquando das eleições legislativas previstas para 2015.