O Incompreensível, o Irrevogável e o Mudo

Enquanto Mariano Rajoy vai aprovar «um plano de US$ 8,6 bilhões na próxima semana para criar empregos e baixar o principal imposto corporativo de 30% para 25%, a fim de tornar as empresas mais competitivas», Passo Coelho e Paulo Portas lambem as feridas de quem não sabe governar dentro da lei e, segundo parece, querem apenas vingar-se.

São marginais à solta com um PR desaparecido e mudo. O incompreensível Pedro disse que não compreendia a decisão do Tribunal Constitucional, que reiteradamente desafia, e cuja decisão qualquer aluno do 1.º ano de Direito antecipava, enquanto Paulo promete estudar o acórdão.

Em Espanha há um plano para resolver problemas, em Portugal há um para desmantelar o Estado. Passos Coelho, rudimentarmente alfabetizado na madraça juvenil do PSD, não compreenda as leis, e Paulo Portas, que as conhece, é cúmplice.

Desolador é imaginar o PR, em estado catalético perante o efeito das eleições europeias, mudo perante os resultados em que também foi julgado, pelo apoio ao Governo, abúlico face ao chumbo do Orçamento de Estado que promulgou sem olhar para a CRP, incapaz de justificar o lugar que ocupa e as funções para que foi eleito.

Com o Governo cego, a maioria surda e o PR mudo, é urgente alijar tais deficientes e mudar o Governo, a Maioria e o Presidente, para regressarmos a um Estado de Direito.

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