O CDS, a Aliança Portugal e a cartilagem de Paulo Portas

A carta aberta do CDS, um partido que expulsou os fundadores e que, por assepsia, foi corrido da Internacional Conservadora e Demo-Cristã, onde regressou pela necessidade de apoio do PSD, é uma epístola dirigida ao líder do PS.

Por essa carta, que o CDS pretende que o país leia e não o PS, ficámos a saber que as eleições europeias são disputadas em mancebia, PSD/CDS, e que as reiteradas mentiras de Paulo Portas não incomodam o partido, mas que a sua divulgação pública o apavora.

Paulo Portas não mente, dada a sua esmerada educação. É um mitómano, porque tem as habilitações necessárias, mas o seu partido grasna e crocita se lhe expõem as mentiras na praça pública. Para o alegado partido democrata-cristão, é uma aleivosia dizer que o IVA subiu, quando apenas foi aumentado, ou que a TSU dos idosos é falsa, porque não se trata da taxa provisória, que acabou, mas da definitiva que começou.

Esta carta parece ter emergido de um submarino onde mergulhou o líder do CDS, talvez como derradeira mensagem enviada numa garrafa, das profundezas da desilusão que a passagem do CDS pelo Governo provocou. É um pedido de socorro do partido, à deriva, de um grupo sem projetos, sem rumo e sem esperança.

O CDS não é um partido, é ruído de fundo para colocar amigos e enviar o amado líder para um lugar na Europa. Não é para ser levado a sério. É uma fraude irrevogável.

E Paulo Portas não tem coluna, tem cartilagem.

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