A rábula das sanções e a UE…

Portugal enfrenta inúmeros problemas para sair de uma crise que se arrasta há demasiados anos e que continua – apesar das mudanças – a ameaçar a coesão social.
Todavia, a Comissão Europeia resolveu pôr o País, nomeadamente o seu Governo, entretido com possíveis sanções. Há semanas que esse assunto agita a opinião pública e 'ocupa' o aparelho  diplomático e administrativo nacional.

Chegamos, por fim, numa situação deveras caricata e desprestigiante (cá dentro e lá fora). 
Se vierem a ser impostas sanções será o fim da macacada, se optarem por ‘sanções simbólicas’ é humilhação que joga nos 2 sentidos (contra a Direita que esteve no poder até ao final de 2015 e contra a própria Comissão que não ata nem desata). 
Finalmente, se a decisão for não atribuir sanções (o que está dentro da ‘normalidade’ de grande número de países que integram a UE) e parece ser a posição saída hoje da reunião de Estrasburgo link é difícil explicar a razão por que se perdeu tanto tempo (com 0.2% de ‘excesso’ de deficit).

As sanções mais parecem uma invenção do Sr. Jeroen Dijsselbloem, um apagado ministro holandês, putativo mestre não sabemos em quê, que no exercício de cargos europeus (deslocado líder do Eurogrupo) tem revelado um insaciável apetite por vis manobras contra tudo o que cheire a Esquerda. Parece que gosta de criar estes vendavais para manter 'fashion' o seu cuidadosamente desordenado penteado.

Já foi assim com o Governo de Tsipras em 2015 e agora agarrou esta nova ‘oportunidade’ para assediar o Governo português chefiado pelo PS e com o apoio parlamentar de toda a Esquerda.

Esperemos que desta rábula resulte uma renovação das lideranças europeias e que a proposta de hoje do presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, sugerindo a substituição da Comissão Europeia por um 'Governo Europeu' e o actual Parlamento por 2 Câmaras (alargando a sua representatividade) entre na agenda política e comece a ser discutida link.

A proposta de Schulz introduz, pelo menos, algo de novo no sentido de uma tímida democratização das estruturas europeias. 
Faltou a coragem de pedir a extinção do Conselho Europeu mas não podemos ter tudo principalmente quando as sugestões vêm de um político alemão.

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