Num país disfuncional, onde os diretores-gerais apresentam a demissão para evitar a dos ministros, como aconteceu com o Comandante-Geral da PSP que seria substituído pelo que, na sua atuação, deu origem à demissão, cria-se um lugar político para os abnegados mártires. Na PSP, hoje com 13 oficiais equiparados a generais de 3 estrelas, arranjou-se um lugar… em Paris, por 12 mil euros mensais, para o desprendido demissionário.
A demissão do responsável máximo da Autoridade Tributária, um diretor-geral, tem certamente à espera uma sinecura à altura do sacrifício. Imolou-se no altar da hipocrisia ao serviço da degradação ética do regime que este Governo e esta maioria, à rédea solta, levam a cabo, com o PR preso curto.
Um país onde o segredo fiscal, à semelhança do de justiça, é para ser violado, protegem-se os amigos, hoje os deste Governo, amanhã os do próximo. O sigilo fiscal era a prática dos funcionários de Finanças como os pagamentos à Segurança Social e ao fisco o eram dos governan…
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Afinal, o homem continua a 'andar por aí’ e a destilar toda a sua incompetência e hipocrisia escondido por detrás de um órgão do aparelho de Estado, restrito e confidencial, que habitualmente ‘produz’ comunicados redondos e ambíguos.
Incapaz de analisar o quadro para onde a UE está progressivamente a deslizar resolveu apoiar – encapotadamente como é seu timbre – as posições do seráfico e sinistro Wolfgang Schauble.
Provavelmente deseja passar a sua há muito ansiada reforma (política), não na privacidade da pacata Coelha, mas na ribalta da “Deutschland über alles”…