Relatório Chilcot agita águas sobre a guerra do Iraque…



O Relatório Chilcot sobre a participação britânica na Guerra do Iraque em 2003 é devastador link.

Bush, Blair e Aznar são confrontados com o realismo e o rigor de uma investigação realizada uma meia dúzia de anos após um fictício terminus da operação militar no Iraque que ainda hoje continua a ter dramáticas consequências.

Ficaram todos mal na fotografia e a partir dos factos apurados iniciou-se um processo de desmascaramento de uma fatídica guerra que devastou o Médio Oriente e perturbou profundamente  o Mundo. 
Alguns (Balir e Aznar) continuam ainda a sobreviver como figuras políticas e a dar (vender) conferências.

G. W. Bush caiu em desgraça, refugiou-se no Texas ‘profundo’, arrastando na ignomínia o sonho libertador que gerações de americanos andaram a vender ao Mundo.

José María Aznar para além de andar a tentar comprar a ‘medalha do Congresso’ norte-americano, serviu o grupo empresarial de Murdoch que lhe assegurou projecção mediática e acabaria por posar junto a um retrato de G. W. Bush, no museu presidencial de Dallas. Continuou a influenciar, na sombra, o Governo do PP em Madrid, apesar das relações frias com Mariano Rajoy.

Tony Blair, para cúmulo da desfaçatez, foi nomeado para integrar o ‘quarteto de paz’ para o Médio Oriente (exactamente para essa região do Mundo) que juntava a ONU, UE, Rússia e EUA e para compensar ’visões’ do tipo das que alardeou sobre armas de destruição massiva em Bagdad, acabou por converter-se ao catolicismo renunciando ao anglicanismo. Recentemente, após a divulgação do relatório Chilcot, pediu desculpas públicas pela infame colaboração na guerra do Iraque.

Bem, no final deste enredo, será bom adicionar o nosso inefável ex-primeiro-ministro, Durão Barroso, que de anfitrião da reunião das Lajes, em 2003, chegaria - logo no ano seguinte - a presidente da Comissão Europeia. Hoje 'reformado' destas funções regressou, qual filho pródigo, ao lar paterno.

Muito poucos anos após a nojeira de Iraque sai para o domínio público um relatório que espelha uma infindável hipocrisia, mostra inqualificáveis atitudes 'colaboracionistas' e colateralmente (os 'famosos' danos colaterais das guerras) provoca incoercíveis vómitos a todos os homens livres.

Comentários

Arp disse…
...entretanto gastaram-se e continuam a gastar-se milhões, morreram e continuam a morrer milhares... quem vai compensar, como vão ser compensadas, as perdas das manigâncias politicas e das aventuras militares desta gente?
A história pode demorar. Mas chega SEMPRE com a factura, a demonstrar que o crime deixou de pagar dividendos.

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