Esta direita, os bancos e o País

Onde andava esta direita quando o mais ruinoso negócio da CGD foi levado a efeito por gente sua, na megalómana aventura em Espanha, por Carlos Costa e Fernando Faria de Oliveira, que são ainda o governador do BP e o presidente da Associação Portuguesa de Bancos? Foi um rombo de mil milhões de euros, dessa vez, sem intenção fraudulenta.

Agora não se cansa de expor as vulnerabilidades que deixou, mas quem falhou sempre os compromissos que assumiu nos quatro OEs e que quatro vezes teve de retificar?

O que fez quando soube da dívida oculta da Madeira “para prejudicar o PS”, como disse o inefável Alberto João Jardim, referindo-se a mais de 4 mil milhões de euros?

Para quem as responsabilidades são apenas do passado ou do futuro, relativamente ao governo de Passos Coelho e Paulo Portas, quem serão os responsáveis pela situação em que ficou o Banif e pela decisão relativa ao GES/BES?
Quem procurou partidarizar um processo de pedofilia para se ressarcir do caso Moderna e atingir o PS, esqueceu quem se enlameou e nos desgraçou no BPN? E já começaram a desaparecer alguns dos suspeitos mais brilhantes da galáxia cavaquista!

Esta direita nunca admitiu que os governos de Durão Barroso e Santana Lopes correram mal. Terá moral para julgar o governo a quem deixou uma situação trágica e que, numa manobra tosca, se esforça por negar, e em abjeção ética, deseja que corra pior?

Esta direita busca regressar ao poder através da chantagem exercida pelo PPE, hoje nas mãos de uma direita que esqueceu as suas raízes na luta contra o nazismo. Nada a detém na obsessão de ser ela a aplicar as sanções exclusivas para os dois únicos países que têm um eleitorado maioritariamente de esquerda. Valeu o bom senso da decisão da ‘sanção zero’.

Émulos de Erdogan, veem a democracia como mero caminho para a tomada do poder.

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