segunda-feira, dezembro 31, 2007

FELIZ ANO NOVO


PONTE EUROPA deseja a todos os deus leitores um feliz 2008.

Espanha – A Igreja católica e a democracia

Santander (1936)

Ontem, na Praça de Colombo, em Madrid, centenas de milhares de pessoas reuniram-se para contestar o Governo, sob o lema «Pela família cristã». Numerosos padres e bispos dinamizaram a manifestação e vociferaram contra os casamentos homossexuais, contra o divórcio e contra a nova disciplina escolar «educação para a cidadania».

Havia bispos, cardeais e cerca de trinta organizações católicas, num desafio ao Governo a dois meses de eleições legislativas. O bispo de Valência chegou a culpar o Governo de pôr em perigo a democracia. O presidente da Conferencia Episcopal Espanhola, Ricardo Blázquez, afirmou que «A família está fundada sobre o matrimónio, que é a união de um homem e uma mulher para transmitir a vida».

Celibatários, os clérigos de báculo, mitra e anelão não se limitaram a defender os seus princípios para os católicos, querem obrigar os que o não são a submeter-se à sua moral e aos seus caprichos. São resíduos do franquismo a adejar as sotainas pelas praças de Espanha numa cruzada raivosa contra a modernidade.

O cardeal de Barcelona, Lluís Martínez Sistach, retido pela gripe humana, enviou uma mensagem a justificar a ausência na manifestação e para recordar que havia dedicado a sua última pastoral à defesa da vida, «perante o horror do cifra de 110.000 abortos em Espanha, em 2006, e das clínicas abortistas».

Têm todo o direito a defender os seus pontos de vista. Só é pena que nunca se tenham preocupado com a proibição de pontos de vista diferentes durante o franquismo.

Os vassalos do Sr. Duarte Pio

Fórum da Democracia Real – O Fórum onde realmente a Democracia impera

Ao serviço do Sr. Duarte Pio, os súbditos do sofrível cidadão, medíocre político e ridículo censor, distinguiram-me com a publicação de alguns dados biográficos e de dois posts do Ponte Europa, também publicados no Sorumbático, Avenida da Liberdade e Diário Ateísta:

- Manuel Buíça e Alfredo Costa – mártires injustiçados

- O inefável senhor Duarte Pio

Sob o título «disparates de - C. Barroco Esperança», os posts referidos mereceram da parte do miguelista Rui Monteiro, dirigidos ao autor, os seguintes comentários:

1 - Mais um palerma ... Deixa-me ter tempo que mando-o para a republica das bananas ...

2 – Pá assim não dá para marcar um alvo nos cornos do gajo LOLOLLOLOL

Para me ressarcir das ameaças valeu-me a leitura da Mensagem de SAR o Duque de Bragança 2007, por David Garcia, datada de 1 de Dezembro, data fetiche para a espécie, em vias de extinção.

O português é medíocre, a pontuação caótica e as ideias emigraram do texto. Vale, no entanto, a leitura para sabermos que o Sr. Duarte usa a alcunha de SAR, tem quem lhe escreva os textos, publica mensagens e, sobretudo, tem uma corte de súbditos que, na melhor das hipóteses, enche um autocarro da Carris.

Mal sabem eles que sou amigo de grande parte dos monárquicos portugueses. Sou amigo de 2.

domingo, dezembro 30, 2007

Sombras na África do Sul (2)

(Clique na imagem para aumentar)

Fonte: DN, hoje.

Partidos políticos e legalidade democrática

O cumprimento da lei que obriga os partidos, sob pena de extinção, a provarem que têm mais de cinco mil militantes, parece esbarrar – segundo o DN – com a lei de protecção de dados que impede os partidos de mandar os ficheiros.

Desconhecendo a lei e a sua interpretação fico perplexo perante o acidente de percurso ou do álibi para manter associações de utilidade duvidosa e destituídas de idoneidade, pelo menos em alguns casos.

Fico perplexo porque na formação dos partidos é necessário o envio das assinaturas necessárias para que o registo possa ter lugar. Nas candidaturas para a presidência da República acontece a mesma coisa.

Já subscrevi várias e desde o nome completo ao B.I. e da residência à declaração de eleitor, passada pela Junta de Freguesia, lá mandei a minha identificação para o Tribunal Constitucional (TC).

Não vejo, pois, neste caso, razões de confidencialidade nem acredito que o TC se preste à divulgação dos dados pessoais. Não é certamente através do TC que o nosso endereço se torna conhecido para sermos bombardeados por publicidade não solicitada.

Há, no entanto, uma forma que me parece mais razoável para eliminar partidos que apenas introduzem ruído nas campanhas eleitorais ou se prestam a negociatas infames como aconteceu com os que venderam lugares em listas autárquicas aos pilotos militares para poderem abandonar a FA e passarem para empresas privadas.

Basta que se legisle no sentido de dissolver automaticamente os partidos que em duas eleições consecutivas não consigam obter mais de 1%, por exemplo, dos votos do universo eleitoral. É fácil e trata-se de uma medida higiénica.

Faria de Oliveira preside à CGD


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Faria de Oliveira, militante do PSD desde 1974 e ex-ministro do Comércio e Turismo no XI e XII governos de Cavaco Silva, reagiu desta forma ao convite do Governo para presidir aos destinos da Caixa Geral de Depósitos (CGD) – ontem anunciado no Porto em conferência de imprensa pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.
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Comentário: Trata-se de um critério de competência, alheio ao PSD e ao OPU$ D€I.

sábado, dezembro 29, 2007

Sombras na África do Sul

Jacob Zuma
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O novo presidente do Congresso Nacional Africano (CNA) - o partido do Governo sulafricano -, Jacob Zuma, será julgado no Tribunal Supremo da África do Sul pelos crimes de chantagem, branqueamento de capitais, corrupção e fraude, segundo informou hoje o seu advogado, Michael Hulley. (EP/AP)

Nova teoria sobre a pedofilia





“Há adolescentes de 13 anos que são menores e estão perfeitamente de acordo e, mais, desejam-no. Se te descuidas, até te provocam. Isto da sexualidade é algo mais complexo do que parece”, declarou o bispo de Tenerife, Bernardo Álvarez (foto).

Homenagem a dois advogados ilustres

... e cidadãos exemplares













António Arnaut

Alberto Vilaça, (póstumo)

Nota: Ponte Europa agradece ao ilustra dvogado A. Horta Pinto a amabilidade da informação, enquanto recorda com saudade Alberto Vilaça (foto da esquerda) e cumprimenta com estima António Arnaut (foto da direita).

Espaço dos leitores

Velasquez

Política de imigração do CDS...


(Clique na imagem para aumentar)


... vista por Pitecos - Zédalmeida

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Luta entre accionistas


Miguel Cadilhe, ex-administrador do banco, apresentou uma reclamação ao presidente da mesa da Assembleia-geral para que este prolongue até dia 30, próximo domingo, o prazo limite para entrega das listas candidatas aos órgãos sociais da instituição. Uma reclamação que foi aceite por Germano Marques da Silva.
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Comentário: Os que atribuem ao Governo a origem de tudo o que acontece, que dirão agora?

Evolução natural

O parlamento do Nepal votou hoje favoravelmente a abolição da monarquia e a instauração da república naquela nação dos Himalaias, na sequência de um acordo entre os prinipais partidos e os rebeldes maoístas.

BCP – Millennium


O Conselho Superior do BCP, órgão onde se sentam os accionistas de referência do banco, vai apoiar a lista liderada por Carlos Santos Ferreira para a administração, anuncia oficialmente o banco.

1 - Se esta é a vontade dos accionistas de uma empresa privada, nada há a dizer...

2 - ... a não ser que haja ilícitos criminais, que não podem ficar impunes.


A caminho de Guantánamo

Michael Winterbottom pôe a nu a crueza de uma guerra fraticida no Afegansitão.
Sobretudo mostra que os EUA e seus aliados na "guerra contra o terrorismo" estão a perder a autoridade moral.
Os mais básicos direitos humanos, sejam direitos processuais do arguido, sejam os direitos dos prisioneiros de guerra, estão a ser violados neste preciso momento pelo nosso mais forte aliado (EUA).
Um excelente filme para "inquietar" um fim-de-semana prolongado.
E recordar que muitos destes homens terão passado em Portugal sem qualquer aviso aos nossos representantes.
Que teria Paulo Portas a dizer sobre isto?
E Ana Gomes?

Palestina: Paz, Sim. Apartheid, Não.

Jimmy Carter descreve com clareza o processo de destruição contínuo e deliberado da Nação palestiniana por Israel.
Tem sido uma estratégia que, com maior ou menor convicção, tem sido orquestrada pelo sionismo mais radical a nível mundial.

Israel tem que aceitar e cumprir as Resoluções da ONU, voltar às fronteiras de 1967 (já uma conquista face a 1949) e fazer a Paz.

O Hamas o Irão e outros devem juntar-se à comunidade internacional e reconhecer a existência do Estado de Israel.

Que 2008 traga boas notícias para a Terra Santa.

Gostava de ter escrito este post


Quando uma empresa privada escolhe gestores identificados com o PSD, é a soberania dos accionistas a funcionar. Quando escolhe gestores identificados com o PS, é uma conspiração do PS para dominar essa empresa...
[Publicado por Vital Moreira] [27.12.07] [Permanent Link]

Extremistas hindus atacam cristãos

Com a mesma clareza com que denuncio as interferências políticas e o proselitismo do Vaticano, a infiltração e influência dos protestantes evangélicos na Administração dos EUA, a exegese reaccionária do cristianismo ortodoxo ou o demente fascismo islâmico dos suicidas assassinos, também repudio com firmeza a intolerância hindu para com os cristãos.

Parece que o racionalismo e o iluminismo foram esquecidos, que à secularização que enfraqueceu o espírito prosélito e a justiça eclesiástica sucede, de novo, uma ânsia de impor um só Deus a todos os homens e eliminar os que o não aceitem. É a exaltação da fé pelos que não toleram a liberdade. É a exacerbação da violência em nome de Deus.

Estamos a assistir ao agravar dos radicalismos religiosos e, em vez de se pugnar por um laicismo profiláctico, beatos de todos os quadrantes defendem maior influência das suas religiões na esfera pública. É o regresso à Idade Média em que havia indulgências para quem convertesse os outros, a bem ou a mal.

É este erro fatal que leva à limpeza da fé e ao totalitarismo religioso de acordo com a geopolítica. O Islão, que já foi tolerante no fim do primeiro milénio da era actual, há muito que entrou na paranóia prosélita que dilacera o mundo.

Dos EUA os protestantes evangélicos aguardam a vinda do novo Messias e envolvem-se em cruzadas de sabor medieval. Do Vaticano saem instruções para evangelizar os outros e convertê-los à religião verdadeira – a do Papa.

Só faltavam os hindus a queimar igrejas e a perseguir cristãos. Em nome do pluralismo e da liberdade religiosa temos de exigir aos estados civilizados que a natureza religiosa dos crimes seja um factor de agravamento de pena.

A Humanidade precisa de paz e o pluralismo é condição indispensável. À semelhança do que acontece na política, onde a pluralidade partidária é uma exigência democrática, também as religiões se deverão submeter às normas que impeçam o totalitarismo que as devora.

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Após a fuga de Durão Barroso...

... Cavaco ficou "branco como a cal"

E desabafou: "Mas isso significa entregar o País a Santana Lopes e a Paulo Portas...!",

Paquistão - Mais um crime religioso

Benazir Bhutto, ex-primeira-ministra paquistanesa e actual líder de um dos partidos da oposição, morreu hoje num ataque à bomba, durante um comício político na cidade de Rawalpindi. Pelo menos outras 16 pessoas morreram no ataque.

A conversão de Blair

O antigo primeiro-ministro britânico, Tony Blair, converteu-se ao catolicismo, informou este sábado a imprensa britânica.

A imprensa britânica chama conversão àquilo que eu designaria por transferência e que, quando é ao contrário, o Vaticano chama apostasia - um dos pecados mais graves para qualquer religião.

Veio ao encontro do apelo prosélito feito pelo Vaticano na última campanha de Inverno. Blair fingiu-se anglicano para ser primeiro-ministro e fez-se católico para melhor aturar a família, com as crianças já cativadas pelo catolicismo militante da pia consorte.

Não deixa de ser intrigante que todos os invasores do Iraque explicitem publicamente a sua fé quando esta devia ser, em países laicos, um adereço particular como um angioma na face, um quisto sebáceo no escroto ou uma verruga no pescoço.

Ao imaginar este belicista de joelhos vem à memória João Paulo II a rejeitar a guerra sem nunca desautorizar os invasores, todos amigos da hóstia e da missa. Excepto um cristão evangélico fundamentalista, todos eram católicos romanos a que agora se junta o que andava refugiado na fé anglicana – Blair.

Blair, Aznar, Barroso, Berlusconi e, naturalmente, os devotos da Polónia e da Áustria, todos eram tementes a Deus no tempo do papa que via no Opus Dei o Espírito Santo.

O trânsfuga resolveu dar uma prenda natalícia ao professor Rätzinger. Levou-lhe o corpo ao baptismo, a testa ao azeite e a língua à hóstia. O Papa já instruiu o clero para usar este troféu como argumento.

Nicolas Sarkozy - Nova direita europeia


O presidente francês não se engana. Para cada viagem escolhe a companhia certa. Na quinta-feira esteve com o Papa acompanhado da mãe.

Agora encontra-se no Egipto na companhia da primeira-dama estagiária, Carla Bruni. Para Itália levou uma francesa - a mãe. A um país de antiguidades levou uma jovem de origem italiana. Para múmias bastam as da arqueologia autóctone.

Jardim no jardim do éden...

Ponte Europa/Pitecos - Zédalmeida
Nota: Clique na imagem para aumentar.

quarta-feira, dezembro 26, 2007

BCP – Millennium


Os pios amores entre Jardim Gonçalves e Teixeira Pinto foram dilacerados pelo afiado gume do vil metal. Não os separou a fé nem, que se saiba, as divergências na defesa da limpidez do negócio. Nem os magros salários estiveram na origem do divórcio, palavra que soa a pecado aos castos tímpanos dos gestores desavindos.

A nomeação de uma Administração pelo Governo ou, melhor, pelo Banco de Portugal e pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários era a medida que se impunha, com carácter transitório, para gerir, sim, e averiguar os ilícitos criminais, se os houve, para logo a seguir entregar o caso aos tribunais e às Finanças, se fosse caso disso.

Não sei se se está perante um escândalo similar aos que abalaram a vizinha Espanha (Rumasa e Matesa) ou aos que atingiram, em Roma, o IOR do Vaticano e o Banco Ambrosiano. A haver crime, não é uma administração negociada entre os accionistas e o Governo que averigua eventuais fraudes, é uma administração à margem dos accionistas que não souberam quem sentaram na cadeira do poder ou que, sabendo, se calaram para beneficiar de proventos ilícitos ou eventuais fugas ao fisco.

O BCP poderia ser o laboratório onde as autoridades fiscais aprendessem como alguns bancos se comportam para com o Estado do país onde estão domiciliados.

Não auguro grandes devassas onde parece haver compromissos prévios entre o Governo e os accionistas privados do BCP e onde o PSD vende o dever de oposição e vigilância mendigando um emprego para presidente da CGD.

Boas notícias


Espaço dos leitores

Cândido Portinari (Brasil)

Momento de poesia

Esterilidade

A semente donde venho
Caiu em terreno enxuto.
Germinou, cresceu, deu lenho,
Mas não teve flor nem fruto.

Se Deus em mim decidiu
Sustar o caudal da Vida,
Alguma tara me viu
Que devia ser banida…

Armando Moradas Ferreira

terça-feira, dezembro 25, 2007

Luís Filipe Meneses – o desmantelador


Andava a Pátria indiferente à excelente prestação de Sócrates na presidência da União Europeia, mais preocupada com as compras do Natal do que com as lutas partidárias, quando Luís Filipe Meneses (LFM) desabafou ao «Expresso» que faz uma aposta radical: «Em meia dúzia de meses desmantelo de vez o enorme peso do Estado».

A Pátria ficou consternada, não tanto pela existência de um líder da Oposição que já desconfiava ter, por hábito e exigência democrática, mas pela fúria demolidora que o acometeu em véspera de Natal.

LFM não tem um projecto para o País mas tem a ânsia de o libertar do Estado; não tem uma ideia sobre economia mas arrasa o que resta da banca, energia e comunicações; não sabe como melhorar a Justiça mas entrega-a à iniciativa privada; não faz ideia como se compatibiliza segurança e liberdade mas exige desculpas do Governo por um homicídio, enquanto pensa desmantelar o Estado cedendo, quiçá, a manutenção da ordem pública aos seguranças das casas nocturnas do Porto.

Este homem não é um estadista, é um cilindro que esmaga o aparelho de Estado, uma máquina trituradora que traga os órgãos de soberania, um entusiasta que em seis meses não se limita a corrigir falhas, desfaz, pulveriza e arrasa o edifício da Administração Pública.

Se este homem, que tem o concelho de Gaia cheio de Empresas Públicas municipais, fosse Governo faria exactamente o contrário do que andou a fazer até agora ou, então, diria em cada momento o que julga que as pessoas gostariam de lhe ouvir dizer.

LFM é o D. Quixote que deixa o saneamento financeiro da Câmara de Gaia ao seu vice, de quem guarda o requerimento a pedir a demissão, e quer vir até Lisboa para romper com o passado nortista, populista e centralista para se tornar sulista, elitista e liberal.

Momento de Poesia

Natal


À Ana Machado,
pelo primeiro Natal do João




Foi apenas um grito!
Um grito que emudeceu o mundo
e rasgou a noite ...
As vozes calaram-se
naqueles silêncios suspensos
dos dias densos ...

Um choro miúdo de criança nasceu lá longe,
já perto da madrugada ...

Devagar, muito devagar,
atravessando a espessura do tempo ...

O homem sentou-se ao pé da lareira
e, pela primeira e única vez, chorou ...

O Mundo começou a mudar ! ...


Alexandre de Castro - Lisboa, Dezembro de 2004

segunda-feira, dezembro 24, 2007

NATAL


Quando eu nasci, a quatro dias do solstício de Inverno do ano de 1942, ia a meio a guerra que grassava na Europa e alastrava pelo mundo, não havia Natal na casa dos pobres. E pobres eram quase todos, também aqueles que os mais pobres diziam ricos por o serem menos.

A guerra, não aquela que a Senhora de Fátima dissera à Lúcia que ia acabar mas a seguinte, mais devastadora, que nenhuma delas (a Senhora de Fátima ou a Lúcia) sabia então que eclodiria mais tarde, dizimava nações e judeus na orgia anti-semita de renascidas rivalidades tribais herdadas pelo Império Romano, com erros de tradução, e na volúpia de interesses económicos que eu desconhecia.

Não havia de facto Natal embora eu só o pudesse saber alguns anos depois numa aldeia muito mais pobre onde não ia o Menino Jesus por não ter onde deixar as prendas, dado andarem descalços os meninos e não terem as casas chaminé por onde descer. Em minha casa eram os meus pais que o substituíam comprando alguma roupa de que os filhos andassem precisados, guloseimas e, às vezes, um carrinho de corda no meu sapatinho e bonecas nos das minhas irmãs.

Os meninos sabiam que era Natal − talvez o fosse noutras localidades… −, por ouvirem dizer em casa e na catequese e por verem os anjos, na igreja e na escola, pendurados em fios, a fazerem voo picado sobre os presépios. E eram bonitos os presépios porque eram coloridos os músicos da banda, os camelos e os reis magos, as ovelhas e o cão, e o burro e a vaca que, à falta de outra energia, aqueciam S. José, a Virgem e o Menino, saídos todos da paciência e perícia de um oleiro.

Nas casas, o vento e o frio entravam pelos buracos das paredes e fisgas da telha vã levando chuva ou neve que se fundia por entre o fumo da lenha húmida enquanto as fonas caíam na mesa “de preguiça” que, girada a cravelha, desencostava da parede rodando as dobradiças e equilibrando-se na única perna que a nivelava. Era ali que fumegava a sopa e as parcas vitualhas que chegavam à mesa dos pobres onde o Natal não ia.

Na cidade havia polvo seco, a partir de Novembro, dependurado do tecto das mercearias e enormes peixes de bacalhau da Noruega que as pessoas não imaginavam ser um país mas sabiam os merceeiros que a referência à origem valorizava a mercadoria. Mas quem podia almejar tais iguarias com o jornal, quando o havia, a oito mil réis (oito escudos) os homens e a cinco as mulheres, para arranjar pão que os garotos, que nasciam como cogumelos, logo devoravam.

No solstício de Inverno era o frio que comandava a tosse e o catarro, trazia as amigdalites e a febre e substituía o Natal de outras paragens pelo chá de cidreira, a escaldar, e a enxerga que amparava o corpo. A fé exigia orações mas à força do hábito as pessoas balbuciavam-nas como quem fala só, sem saber porquê.

A ausência de Natal não impedia a liturgia e as orações. Diz-me a observação que a fome faz bem à alma, desperta a piedade e aproxima as pessoas do divino, mas ainda hoje me interrogo como podiam os pobres agradecer a refeição que não lhes matava a fome e, algumas vezes, era a fome que os matava a eles.

Celebrar uma festa, seja pelo nascimento de um Deus ou de um filho, exige comida para aconchegar o estômago e líquidos capitosos que soltem a língua e o regozijo e dêem às reuniões o júbilo que o estômago vazio e a sede indeferem.

Naquele tempo, nas aldeias mais pobres da Beira Alta, disse-o há pouco e já o repito, não havia Natal. Só no calendário. As crianças andavam descalças sobre palha, ouriços e folhas que apodreciam na rua para adubo dos campos, sempre avaros a produzir, e recolhiam a casa a tiritar de frio sem que à mesa notassem a mais leve suspeita do nascimento de algum Deus.


Com as senhas de racionamento a não poderem ser levantadas pelos pobres, por falta de dinheiro, lá iam os géneros para a candonga enquanto os infelizes se resignavam à sorte que lhes cabia. Na missa o padre José Dâmaso recordaria a protecção divina que confiou Portugal ao homem providencial que nos livrou da guerra e punha as pessoas a rezar para que Deus desse a Salazar vida longa e o iluminasse com a sabedoria. Só o primeiro pedido foi atendido mas, nessa altura, ninguém o adivinhava. Nem adivinhava, tão-pouco, que, tendo-nos livrado dessa guerra – como dizia o padre Dâmaso –, nos reservaria outra, mais adiante no tempo.

Hoje, quando regresso à minha Beira natal recordo os meninos pobres da aldeia onde não volto com medo de ainda achar aquela fome que vi nos olhos dos que não comiam, com remorso de ter comido, com vergonha da sorte que me cabia.

Anos mais tarde despovoava-se o país de homens, sangrado na loucura da Guerra Colonial e na vaga da emigração clandestina, para fugirem à fome uns, para fugirem à guerra e à fome outros, enquanto as mulheres mantinham as terras a dar o que era possível e punham os filhos a estudar, numa lenta e inexorável transformação que mudaria a face de Portugal. Tinham-se alterado os costumes quando a fome se afastou e no sítio dos presépios da minha infância começaram a surgir árvores de Natal e prendas em papel colorido trazidas pelo Pai Natal em trenós puxados por renas.

Naqueles anos não havia Natal porque a pobreza o não permitia. Faltou-lhe depois o afecto que unia as pessoas e o vagar que dá tempo às celebrações e aos rituais. Antes não era por falta de fé ─ tão parcas eram as vitualhas que as pessoas enganavam a fome a cuidar da alma ─, era por falta de posses para fazer a festa. Agora, vai deixando de ser pretexto para os encontros de família à medida que as pessoas aderem a novas liturgias nas catedrais do consumo e se vão desinteressando do nascimento do Deus que lhes ensinaram.

Do Natal que foi nos sítios onde o havia e do que não era nas localidades onde não chegava resta a memória dorida de um país cujo progresso estava em sintonia com a imobilidade das figuras do presépio.

Revista de Natal - Jornal do Fundão, 20-12-2007

domingo, dezembro 23, 2007

Se fosse a Sérvia a bombardear o Kosovo!!!



Aviões militares turcos voltaram, este sábado, a bombardear alvos curdos no norte do Iraque, anunciou o Estado-Maior das Forças Armadas da Turquia numa declaração colocada na Internet.

Quando faltam ideias...

...sobram palpites:



Ideia hilariante: Menezes diz que está em curso uma «OPA informal» do Estado


Ideia para queimar hipótese: Menezes sugere Cadilhe para CGD

A ICAR e o preservativo

A Igreja católica embirrou com o preservativo com a mesma obsessão com que Maomé execrou o toucinho, com o ódio suplementar à sexualidade, comum às duas religiões.

Houve quem julgasse que as afirmações do arcebispo do Maputo eram declarações exóticas à revelia do Vaticano: «Eu conheço dois países na Europa que fabricam preservativos contendo o vírus da sida. Eles querem acabar com os Africanos, é o programa. Se nós não nos prevenirmos, seremos exterminados dentro de um século».

Estas palavras não são disparates isolados de D. Francisco Chimoio, o mais eminente bispo de Moçambique, país que tem quase 18% dos seus 19 milhões de habitantes seropositivos, são um crime contra a saúde pública reforçado pelo cardeal Alfonso Lopez Trujillo, presidente do Conselho Pontifício para a Família no Vaticano. Este cardeal avisou os católicos de que todos os preservativos são fabricados secretamente com muitos buracos microscópicos através dos quais o vírus da Sida pode passar.

Rafael Llano Cifuentes, bispo auxiliar do Rio de Janeiro, explicou durante um sermão o facto de a sua Igreja ser contra o preservativo com um argumento demolidor: «nunca vi um cãozinho usar um preservativo durante uma relação sexual com uma cadela».


Altos membros da ICAR têm dito aos crentes que os preservativos transmitem a SIDA: o cardeal Obando y Bravo da Nicarágua, o arcebispo de Nairobi, no Quénia, e o cardeal Wamala do Uganda. Nenhum deles se distinguiu pela inteligência ou cultura mas têm em comum a piedade e a devoção ao Papa. Constituem um perigo porque contribuem, por ignorância ou fanatismo, para a propagação da SIDA e aumento da mortalidade.

Fonte principal dos nomes: «deus não é Grande», de Christopher Hichens

sábado, dezembro 22, 2007

A transferência anunciada


O antigo primeiro-ministro britânico, Tony Blair, converteu-se ao catolicismo, informou hoje a imprensa britânica.
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Causa alguma estranheza que todos os invasores do Iraque explicitem publicamente a sua fé, atitude que compromete a alegada conduta pacífica das religiões.

Para além do bando dos quatro, que a foto acusa, não se devem esquecer os dirigentes da Itália, Áustria e Polónia, todos cúmplices da invasão e amigos da missa.

Há muito que se sabia que Blair era católico o que torna ainda mais pusilânime a sua permanência na Igreja anglicana, condição sem a qual era difícil ser primeiro-ministro inglês.

O anúncio público da transferência de Blair para a Igreja católica foi a prenda de Natal caída nos Sapatinhos Vermelhos.

A vigilância e a liberdade

Diariamente somos confrontados com o aumento da vigilância electrónica que dos bancos, centros comerciais, ourivesarias e museus descem às praças, ruas e becos, ameaçando acabar nas esplanadas, mercearias e casas de banho.

Não sei o que é mais intolerável, se ao assalto à carteira ou à nossa intimidade. O medo é o motor de todas as abjecções e o livre-trânsito para a renúncia à liberdade.

Os portugueses, pouco habituados à democracia e com longa tradição autoritária, ao primeiro sintoma de insegurança clamam por ordem e, depois de algum sobressalto, reivindicam um estado policial.

É neste quadro psicológico que se exige do Código Penal a revogação dos direitos e a exoneração das garantias de defesa, da polícia que atire primeiro e pergunte depois, dos magistrados que prendam, por precaução, antes de investigarem e do Governo que transforme o País num estado policial.

Com alguns partidos políticos irresponsáveis, capazes a lançarem o alarmismo por um punhado de votos, está criado o ambiente para que os extremistas de direita naveguem a onda do racismo e da xenofobia para criarem um clima de medo e repressão.

Não é transigindo com a delinquência e a marginalidade que se sossegam os cidadãos, mas os excessos securitários hipotecam a liberdade, devassam a intimidade e corroem a democracia.

Não podemos ceder à chantagem do medo sob pena de cairmos numa outra opressão pior.

UMA PIA ESCANDALEIRA... Opinião de um leitor




A situação, aparentemente escabrosa, que se vive no Millenium BCP, se não transparecer publicamente uma actuação firme e decidida do Banco de Portugal, ou na pior das hipóteses, da PGR, vai abalar a confiança dos portugueses nas instituições financeiras nacionais.

O País não precisava de passar por este engulho, que efectivamente ultrapassa a questão financeira e prejudica a economia nacional, tanto mais que as instituições bancárias gozam, ainda, de importantes privilégios fiscais.
Gozam de privilégios e parecem gozar com o dinheiro dos portugueses.
Afinal, Joe Berardo, não parece ser um "trouxa". Topou a jogada.

Ou estaremos à beira de um escândalo financeiro envolvendo a Opus Dei, até aqui, incólume, no nosso País.

Uma situação semelhante aos casos: Marcinkus/IOR/Vaticano (Banco Ambrosiano)? Mateos (Rumasa)? Roveraro (Parmalat)?,...

Esperemos, então, pelos próximos desenvolvimentos.
a) e-pá

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Quando a oração é um factor de risco

Pelo menos 50 pessoas morreram hoje num atentado suicida contra uma mesquita do noroeste do Paquistão que tinha como alvo um antigo ministro e aliado próximo do Presidente Pervez Musharraf, que rezava no templo por ocasião do Aïd al-Adha, a mais importante festa do Islão.

A globalização e a justiça social

O processo de globalização em curso era previsível com a revolução das comunicações e tornou-se inevitável com a pressão e a urgência de multiplicação do capital financeiro.
Ainda é cedo para avaliar a alteração radical que, da política aos costumes e da religião à economia, está a mudar a face do Planeta.

Hoje há já algumas certezas quanto ao futuro colectivo que nos espera e poucas em relação à sua natureza. Há a certeza de que a globalização aumentou a riqueza mundial e pôs em perigo os privilégios dos países mais desenvolvidos. O Brasil, a China e a Índia são os exemplos mais óbvios da rápida progressão económica perante o medo e a incerteza que assusta os trabalhadores da Europa, Japão e EUA.

O inevitável princípio dos vasos comunicantes tende a nivelar a cultura, a ciência e a técnica, democratizando o conhecimento, enquanto ressurgem os sentimentos tribais, se exacerbam os nacionalismos e se multiplicam as respostas suicidas e terroristas das civilizações falhadas.

As religiões fecham-se nos dogmas e explodem em manifestações de proselitismo, as sociedades tribais radicalizam as tradições, os regimes ditatoriais reforçam o controlo policial e, por todo o lado, emergem poderes à margem do escrutínio democrático e das decisões colectivas.

Talvez a falta de água e de energia, a poluição do ar e do ambiente e a degradação das condições de vida tornem a humanidade mais solidária mas os exemplos que afloram ameaçam transformar o mundo numa arena onde os vencedores se preparam para impor novas e mais sofisticadas formas de escravatura.

É o regresso à barbárie que nos ameaça se a lucidez e a inteligência forem exoneradas das decisões políticas. E não é preciso ser grande profeta para adivinhar que têm mais a perder os que acumularem mais capital do que os que nada têm a perder. E não é líquido que novas e velhas utopias, algumas com desastrosas provas, não ressuscitem.

Os que quiserem o mundo só para si arriscam-se a inviabilizá-lo para todos.

Natal - A origem do mito cristão

Fonte - O FOZCOENSE - Quinzenário católico e regionalista N.º 1959/15-12.2007
Director: P.e José da Silva

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Espaço dos leitores

Portinari - O lavrador de café
(o outro quadro roubado)

Roubo de arte

Picasso - Retrato de Suzanne Bloch
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Um quadro de Pablo Picasso e outro do brasileiro Cândido Portinari foram roubados hoje, de madrugada, do Museu de Arte de São Paulo (MASP), que detém a maior colecção de arte da América Latina, segundo informou o Museu.

As telas estão avaliadas em 70 milhões de euros.
Fonte: EFE – São Paulo

O uivo dos caciques


Sem meias palavras, o presidente da Região de Turismo Leiria-Fátima considerou ontem que as alterações que o Governo impôs às regiões de turismo são um “embuste” e uma “governamentalização”.


A região de Turismo de Leiria-Fátima (RTL/F), acompanhada pelas autarquias do distrito, está frontalmente contra a reorganização territorial imposta pelo Governo, extinguindo 19 regiões de turismo e criando apenas cinco.

Fim deprimente de um herói

Foto: Reuters

Fidel Castro deixou entender que poderá abandonar em breve de forma definitiva a chefia do Estado do seu país, actualmente temporariamente entregue ao irmão Raul. Numa carta, o líder cubano disse que não pretendia «agarrar-se a cargos».

Comentário: Não há prestígio que resista à ausência de liberdade.

Esmeralda

Continua a saga da menina que foi transaccionada (a título gratuito, presume-se) há alguns anos.

A maioria da existência desta menina foi passada sem frequentar escolas, a fugir do seu pai biológico, nas mãos de pessoas que não quiseram cumprir a lei da adopção e sujeitar-se aos seus prazos e dificuldades.

Ministério Público

“Autonomia externa, hierarquia interna!”
O Ministério Público é uma organização hierarquizada, logo o PGR pode e deve dar ordens internas, repartir tarefas em função da matéria e não estar vinculado a “condes” e “duques”, senhores dos seus territórios.

DESABAFO

Há quase três anos que o Ponte Europa existe perpetuando o nome de uma esbelta ponte de Coimbra que o pio edil, Carlos Encarnação, para remissão dos seus pecados e para disfarçar dois mandatos falhados, decidiu crismar com o nome de Rainha Santa Isabel.

Este blog era um projecto colectivo que, por razões várias, acabou por vingar graças à obstinação do signatário cujas opções ideológicas são plasmadas nos numerosos textos publicados. Não se enganam os leitores quanto às opções, que só comprometem quem os escreve e subscreve, devidamente identificado com o nome, foto, idade, endereço electrónico e outros elementos ao dispor dos leitores.

Quem visita o Ponte Europa sabe com o que conta e é extremamente gratificante que aqui discutam e dialoguem leitores cuja craveira intelectual é um incentivo para manter aberto este espaço.

Há, porém, um leitor que canaliza o ódio a Sócrates e ao PS para o autor deste texto com uma sanha persecutória que o leva a provocações, ofensas e insultos, para além do ruído que introduz nos comentários com textos despropositados que repete até à náusea.

É uma criatura que a coberto do pseudónimo atira pedras e esconde a mão. Tenho procurado apagar os comentários que ele repete numa infantil alegria de quem deseja atenção. Eu gostaria que ele não pusesse mais aqui os pés. Mas põe. TODOS.

Não é minha intenção filtrar os comentários nem exercer qualquer espécie de controlo sobre eles, salvo se a decência e a ética o exigirem, o que não tem acontecido, nem com o provocador.

Devido ao leitor visado peço aos outros que desculpem o lixo com que eventualmente tropecem nas caixas dos comentários. Ignorem-no e, assim, contribuirão para que o Ponte Europa se mantenha um espaço onde vários leitores se habituaram a trocar impressões e pontos de vista.

Continuem por favor.

O Kosovo e a Europa (2)

Depois de dois excelentes textos do meu companheiro de blog, Rui Cascão, aqui e aqui, e do que eu escrevi, vale a pena conhecer a opinião do major-general Raul Cunha, chefe da componente militar da UNMIK - a missão das Nações Unidas no Kosovo. Este general considera que a Independência do Kosovo é "precipitada e artificial".


O Kosovo, onde os maniqueístas só vêem a realidade a branco e preto, ou pautam o seu pensamento pelas posições dos EUA ou pelas contrárias, é uma realidade demasiado complexa e com implicações na doutrina que a Europa terá de definir sobre os limites à legitimidade dos povos à autodeterminação.

O problema do Kosovo é o mais grave e urgente mas as fronteiras nacionais, cada vez menos importantes no processo irreversível de globalização, surgem como preocupação nacionalista capaz de se tornar uma fonte de terrorismo ou detonador de guerras.

Cada vez mais os problemas dos outros são nossos também. Há 33 anos que Portugal não sabe o que são os horrores da guerra. Os que viveram o drama da guerra colonial talvez saibam apreciar o bem precioso que é a paz e, decerto, abominam as guerras que os nacionalismos com a sua carga de racismo e xenofobia estão disponíveis a atear.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Quem sabe faz...

...quem não sabe ensina.



Liderando uma delegação do CDS, Paulo Portas vai hoje ao Palácio de Belém encontrar-se com o PR para lhe apresentar iniciativas legislativas para o aumento da natalidade.

Intolerância religiosa

Na Arábia Saudita a polícia religiosa apreendeu as camisolas do Barcelona com a cruz. Valeu a imaginação dos comerciantes que rapidamente modificaram o logotipo do clube de futebol, inventando o logo da direita.

Quando se defende a laicidade aparecem os beatos do multiculturalismo.

Hajj (Peregrinação a Meca)

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Comentário: Se Alá fosse omnipresente evitavam-se estas concentrações perigosas.

Momento de poesia


Fraternidade

Também solto o meu grito.
Também jogo
O meu graveto ao fogo
Do ideal humano em que acredito.

Na distância onde moro,
Também sofro e confundo
As lágrimas que choro,
Com outras que se vertem pelo mundo…

E na terra maninha, hostil e fraca,
Num esforço sem brilhos,
Também planto a estaca
Que há-de dar sombra aos filhos dos meus filhos.
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Armando Moradas Ferreira

terça-feira, dezembro 18, 2007

Espaço dos leitores

Joan Miró

Orgulho de ser mãe - Acácio Marques

Sem experiência própria, o autor consegue recuar no tempo 50 anos.

Justiça religiosa

Não podendo julgar-se os criminosos por serem homens, pune-se a vítima porque é mulher. Alá é grande.