A lenta agonia de um País

O Supremo Tribunal de Harare voltou a adiar, até terça-feira, a sua decisão sobre a petição apresentada pela oposição para que a Comissão Eleitoral divulgue os resultados das recentes eleições presidenciais no Zimbabwe.
Comentário: Não há forças internacionais que, por razões humanitárias, sob os auspícios da ONU, removam o ditador que expirou o prazo de validade e conduziu o País à miséria e ao caos?

Comentários

e-pá! disse…
A comunidade internacional está à espera que Mugabe caía de podre...
É mais barato, menos incomodativo e sem tricas diplomáticas.

Mas penso que, para além das mortes inúteis que estas refregas pós-eleitorais quase sempre acarretam em África, o problema... começa agora.
Mugabe desenvolveu nos últimos anos uma política nacionalista de solos e da posse dos terrenos cultiváveis, que pretendeu favorecer os veteranos da independência (em troca de apoio político) e, em consequência, arrastou o País para a fome.
É deste modo que o mundo civilizado trata os trasnsviados.
Resta seber o grau e a consistência da fidelidade política.
Grande parte destes combatentes pela libertação colonial estão no Exército zimbawiano.
Ocupam altos cargos militares e são o sustentáculo do regime e o actual grande problema regional e local.
As eleições precisam de resolver o futuro destes homens e das suas famílias.
Outro obstáculo será a tradicional solidariedade dos Países de Sul de África, que é favrável a um imobilismo assustador.
Esperemos...porque em África o tempo corre devagar. Embora a marcha da História seja imparável...

Mas o Zimbawe não tem só "farms" e não é um produtor exclusivo de cereais, legumes ou tuberculos.
Tem, para além dos amplos campos aráveis, um subsolo riquissimo em crómio, níquel, lítio e ouro.
Não sei se terá petróleo.
Mas os metais preciosos enumerados chegam para justificar uma "boa!" guerra.

Não me parece que a agonia esteja próxima do fim!

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