Por qué no te callas?


Num artigo de opinião no JN, o autarca de Vila Nova de Gaia analisa as recentes declarações da líder do PSD e conclui que, afinal, o silêncio até seria a melhor estratégia para o maior partido da oposição.

Comentários

e-pá! disse…
Pior, mais contundente, foi o:
"porque não se vai"?

Só faltou exigir que a Senhora se fosse embora depressinha e de boca fechadinha...

Como vai o PSD, como vai o País, no dia em que a Europa, independentemente das contas do Governo, nos garante que a recessão vai chegar e durar[*].

Com quem contamos para sair dessa recessão?
O Governo sozinho?
Ou necessitamos também de Oposição(ões) credível(veis)?

[*] - Já sei que Manuel Pinho jura que a Comissão Europeia, nunca acerta...
e-pá! disse…
Adenda:

SOBRE O "NEO-SOCIALISMO" E AS DIATRIBES DE RANGEL...

Não sei os leitores do Ponte Europa têm seguido as discretas Jornadas Parlamentares do PSD, a decorrer em Évora.

Embora LFM não tenha perfil, nem estofo, para ser um dirigente político respeitado no PSD, o actual e enigmático caminho de MFL, tem sido um percurso precário, vago e sinuoso tornando-se evidente que conduzirá a resultados históricos (no mau sentido) no seu partido.
E o aspecto sinuoso é o mais deletério. Envolverá personalidades que deveriam manter-se ausentes. A seu tempo veremos.

Mas a redundância do líder do grupo parlamentar Paulo Rangel ao classificar a política orçamental e de investimento do actual Governo como "neo-socialista" é críticar o quê?
A base política de sustentação governamental não é socialista?
O PS não foi a votos?

Aclarado este equívoco e apesar das evidências oriundas da UE, o PSD pretende uma moratória nos investimentos públicos - não fundamentada no interesse nacional - mas para servir os seus desígnios eleitorais (disparar da taxa de desemprego, aumento da mancha de pobreza, disseminação de bolsas de fome, etc.).

Na verdade, a Direita têm uma obcessão que a acompanha desde o berço do capitalismo: Boa, mesmo boa, é a apropriação privada do dinheiro público.

Quando vê dinheiro público (mesmo que seja obtido por emissão de dívida pública) ser aplicado em infra ou mega estruturas para uso público, é notoria e pública a sua indignação.
Rangel poderia ter conseguido, na calmaria da planície, conseguido inspirar-se antes de entrar no domínio de uma mistura de neo-socialismo com capitalismo de Estado...

Ou, então, (re)ler uma preciosa carta de Marx a Arnold Ruge (publicista alemào, jovem hegeliano, radical burguês,...) escrita em 1843.
"Faz tempo que o mundo tem um sonho, do qual basta ter consciência para convertê-lo em realidade. É claro que não se trata de traçar uma recta do passado ao futuro, mas de realizar as ideias do passado. Veremos, finalmente, que a Humanidade não se iniciará em um novo trabalho, mas que realizará desde o princípio, conscientemente, seu trabalho antigo".

Terá sido esta - tão antiga, tão remota, tão hegeliana - a concepção de "neo-socialismo" que Rangel, inconscientemente, revisitou, em Évora?

Ou vamos entrar no debate ideológico do "neo-socialismo" como doutrina que reabre o tema:
Modernidade versus Mundo?

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