IURD – Droga de Igreja e Igreja da droga

Um bispo brasileiro da IURD propôs pactos secretos aos narcotraficantes para evitar assaltos aos seus crentes e locais de culto. É uma tendência moderna dos drogados a associação de várias drogas para potenciarem os efeitos, uma acção sinérgica que leva os toxicodependentes a entrarem mais profundamente nas «viagens» alucinantes.

A ilusão do Céu que a IURD vende em espectáculos com uma banca de milagres nas missas, onde põe em transe os crentes, precisa de protecção dos traficantes, que a de deus é improvável.

O bispo, Romualdo Panceiro, considerado o sucessor do carismático fundador da seita, em 1977, o bispo Edir Macedo, pede a todos os prelados do Brasil para fazerem um acordo com os narcotraficantes. É justo perguntar se é um acordo ou uma parceria que a IURD pretende com os barões da droga. Esta Igreja, com sede no Rio de Janeiro, tem 5 mil templos e mais de 10 milhões de fiéis.

No fundo, o piedoso bispo solicita aos ladrões que não roubem outros, que respeitem quem está no mesmo ramo, que recusem apropriar-se do dinheiro de quem também vende droga, de quem, igualmente, faz negócio à custa de quem procura fugir da vida para se refugiar em ilusões.

Não se discutem os milagres obrados pela IURD, porque isso iria colocar sob suspeita policial Igrejas mais antigas, mas a cumplicidade com o mundo subterrâneo dos cartéis da droga é um caso de combate ao crime organizado e à concorrência desleal de Igrejas que se implantam no terreno à custa do dízimo que extorquem e da superstição que exploram com a venda do paraíso às fatias.

Comentários

Anónimo disse…
igreja é tudo a mesma porcaria
e-pá! disse…
"...No fundo, o piedoso bispo solicita aos ladrões que não roubem outros, que respeitem quem está no mesmo ramo,..."

Bem. No fundo, no essencial, o bispo da IURD não se incomoda que os outros sejam roubados, preocupa-se é que os "seus" não sejam um alvo dos narcotraficantes.
É o delimitar de "zonas de influência", à boa maneira da Cosa Nostra...

Mensagens populares deste blogue

Cavaco Silva – O bilioso de Boliqueime

Tunísia – Caminho da democracia ou cemitério da laicidade ?