As trombetas da reação

Marco António, não o célebre militar e político romano, mas o seu homónimo, que tem com ele a semelhança de se ter juntado a um  político excêntrico, não a Clódio, mas ao Luís Filipe Meneses, de quem tem sido peão de brega, descobriu que o PS de António Costa se virou para a extrema-esquerda.

Falta a este Marco António a inteligência, a cultura e o discernimento político do Costa que acusa de ser de extrema-esquerda, porque lhe faltaram as aulas dos mais afamados professores de retórica que o general romano frequentou e se ficou pelo curso acelerado nas madraças do PSD.

Talvez por isso nunca tenha passado de segundo cabo da hierarquia política, destinado a ser impedido de figuras tão risíveis como Filipe Meneses ou Passos Coelho, depois de ter sido o subalterno na central de intoxicação dirigida por Miguel Relvas, central a que o país deve o PM que ainda suporta.

Não admira, pois, que o Calígula de turno do atual Governo o tenha promovido a cônsul e possa, nessa qualidade, proferir semelhante dislate. Porque este cônsul, ao contrário do que Calígula elevou a tal dignidade, fala.

Curioso é ver-se reforçado pelo solitário eurodeputado do CDS, Nuno Melo, a lamentar «a viragem do PS à extrema-esquerda», só porque António Costa, num ato de assepsia, recusa a aliança com a direita musculada e ultraliberal que adjudicou o PSD e o CDS.

Se a asneira vier a pagar imposto, a dívida do Estado regressará aos valores em que se encontrava quando o atual Governo, que Cavaco Silva quis, tomou posse.

Marco António e Nuno Melo atingiram o princípio de Peter e na apoteose da alienação política alcandoraram-se aos píncaros da tolice.

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