Turquia ao encontro dos Irmãos Muçulmanos

Há vários anos, enquanto Bush armava o maior exército da NATO e chamava moderado a Erdogan, comecei a afirmar que não há Islão moderado nem religiões moderadas. Há crentes bondosos, solidários e pacíficos mas nenhum credo tem essas virtudes.

Erdogan, há anos que defende os assassinos de juízes protetores da laicidade e, quando a correlação de forças lho permitiu, começou a sanear os militares laicos. O Islão, na sua decadência, impõe-se pelo terror que cultiva, pela guerra santa que o Profeta preconiza e pela demência dos que as madraças e as mesquitas intoxicam.

O artigo do El País é elucidativo. Aqui ficam as primeiras frases traduzidas:

[“O pior é o medo. Toda a gente tem medo na Turquia”, lamentava-se há pouco numa entrevista o prémio Nobel de Literatura Orhan Pamuk. “A liberdade de expressão caiu para o seu nível mais baixo”, denunciava o autor de O museu da inocência, para descrever o clima de ameaça às liberdades civis que reina no seu país perante a perseguição à oposição e aos meios de comunicação críticos, plasmado em perseguições policiais e ordens judiciais de detenção. Perante as queixas da União Europeia pela deriva autoritária do Governo do islamita Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP, nas suas siglas em turco), o presidente Recep Tayyip Erdogan replicou: “É o mesmo que nos aceitem ou não. Não nos preocupa o que pensem na UE. Que se ocupem dos seus próprios assuntos. Não têm nenhum direito a dar-nos lições de democracia”].

A tragédia vem a caminho da Europa, ou melhor, esta tem ido ao seu encontro.

Comentários

e-pá! disse…
CE:

Voltamos ao mesmo.
O que se mostra cada vez mais dramático e perigoso é a política dita 'ocidental' e, nomeadamente, a europeia, para o Próximo e Médio Oriente.
Sabemos que os erros vêm de trás nomeadamente dos rescaldos das duas últimas Grandes Guerras.
Mas nos tempos que correm, a UE, não tem feito melhor do que colecionar erros sobre erros. Quer Ergodan, quer as 'primaveras árabes', não passam de afloramentos precoces e superficiais de desastres que se aproximam.
A 'mistura' - ou a confrontação - de origem otomana, persa e árabe é cada vez mais explosiva (no sentido bíblico do termo).
Se a esta 'mistura' juntarmos os judeus (subjugados por cruzadas sionistas) e, mais recentemente, os eslavos (da estepe russa), então, temos o desenho da 'tempestade perfeita'.

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