O CDS, Mário Soares e a chave de Lisboa

A atribuição da Chave de Honra da cidade de Lisboa a Mário Soares não teve a unanimidade da vereação. Ao contrário do que acontece aos líderes da Coreia do Norte e do CDS, Mário Soares não é consensual. E o partido de Paulo Portas (PP) votou contra.

É a liberdade adquirida com o 25 de Abril, beneficiando o CDS, que durante a ditadura fascista não teve necessidade de existir, que lhe dá esse direito. É a liberdade do partido que se confunde com o líder, um estalinista de direita que expulsou do Largo do Caldas a fotografia do fundador, que lhe possibilita votar contra a homenagem com que a Câmara Municipal de Lisboa quis assinalar o 90.º aniversário da maior figura histórica desta segunda República.

O isolado vereador do CDS, João Gonçalves Pereira, disse que “Em política, as palavras têm consequências e o nosso partido [o dele] não deve com o seu voto concordar ou de alguma forma legitimar as posições do Dr. Mário Soares».

É a grandeza do partido de Paulo Portas que os portugueses apreciam, onde o timoneiro não faltou à missa de corpo presente da Irmã Lúcia, de quem era muito chegado. É este o CDS cujo líder agradeceu publicamente à Senhora de Fátima por ter alterado a rota do vento e desviado os resíduos tóxicos do naufrágio do petroleiro Prestige das praias do Minho para as da Galiza, do Condestável que mandou avançar um navio de guerra para a Figueira da Foz, em defesa da Pátria ameaçada por um barco municiado com pílulas do dia seguinte, quando era um fato às riscas com o ministro da Defesa dentro.

O PP e o PP, partido e líder, são a imagem rural e anacrónica do Portugal salazarista.

Comentários

e-pá! disse…
CE:

Dentro da mesma concepção interpretativa coloquei hoje um post sobre o caso da 'chave de honra da cidade de Lisboa'.

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