XX Congresso do PS

Seria suspeito para quem acompanha a política e a vive há mais de cinquenta anos que não deixasse aqui expressa a simpatia pela atual liderança do PS e a afeição pela figura de António Costa.

Fazer um Congresso quando se condena na praça pública um antigo e carismático líder, quando dentro e fora do partido as opiniões pró e contra estão no auge, é notável que o atual secretário-geral tenha contido as emoções generalizadas e conseguido falar para o País.

A recusa de aliança com esta direita que reputo de a mais reacionária que tomou conta do PSD e do CDS e a abertura aos partidos da esquerda, sem tabus, pode ser utopia mas é uma oferta que me desvaneceu.

Também eu sou um europeísta convicto e sei que há compromissos que não podemos enjeitar. O futuro é uma quadratura do círculo para a qual não vejo solução mas depois de três anos vejo um político com garra capaz de dar esperança aos portugueses. Quanto à resolução dos problemas portugueses, nem sequer sei se têm solução.

Finalmente, ver um republicano indefetível a recordar o 1.º de Dezembro, como data identitária, é uma brisa de ar fresco que percorre o patriotismo de quem não esquece as datas da nossa identidade.

Parabéns, António Costa. Deixo aqui expressa a minha solidariedade pública.

Comentários

e-pá! disse…
O XX Congresso do PS, aparentemente, 'correu bem'.
Conseguiu controlar os danos colaterais emergentes da prisão preventiva do ex-líder José Sócrates demonstrando que a nova equipa dirigente é capaz de disciplinar os militantes.
Por outro lado, a 'inflexão à esquerda' do partido ficou-se pelas intenções. Na verdade, os pressupostos para um alargamento da base de apoio, são muito voláteis. Ninguém esclareceu questões inultrapassáveis como a renegociação (ou reestruturação) da dívida e a alteração (ou denúncia) do Tratado Orçamental.
Portanto, António Costa, teve força para impôr a sua disciplina (tanto no 'caso Sócrates' como na eleição dos orgãos dirigentes) e mais uma vez 'adiou' as questões políticas para a próxima Primavera.
Até lá o Parlamento vai discutir (ou promover uma sabatina sobre...) a 'questão da dívida' e entre os intervenientes neste candente problema vamos ver se aparece alguém ligado ou afecto ao PCP, BE, Livre, PRD...

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