Lisboa

Os portugueses, em geral, e os lisboetas, em particular, sabem o que foi o descalabro da gestão Santana Lopes/Carmona Rodrigues com a cumplicidade de Paulo Portas.

O actual executivo camarário foi um sorvedouro inútil de dinheiro, responsável pelo gigantesco endividamento contraído, face aos recursos de que a Câmara podia dispor. A vereação foi uma mera comissão de propaganda eleitoral para a candidatura de Santana Lopes à presidência da República, antes do naufrágio no palácio de S. Bento.

Da gestão improvisada, ruinosa e sem rumo, pretende o PSD absolver o dedicado cireneu que ajudou a levar a cruz de Santana Lopes – Carmona Rodrigues –, que procura agora camuflar a cumplicidade de seu braço direito e convencer o eleitorado de que o único responsável foi o seu presidente agora caído em desgraça.

O Túnel do Marquês e o Parque Mayer são os casos emblemáticos da incompetência da candidatura populista, mas a gestão de Lisboa foi uma responsabilidade colectiva que culminou com a cedência gratuita de terrenos e a assunção de mais encargos pela CML para a construção de uma nova Sé de Lisboa.

É essa imensa trapalhada e o descontrolo do último mandato autárquico que Maria José Nogueira Pinto, candidata do CDS/PP, procura denunciar – e bem –, nas entrevistas, nas várias aparições públicas e em todas as oportunidades que lhe surgem para denunciar a gestão PSD/CDS.

Nogueira Pinto desanca a aliança de Santana / Portas mas o eleitorado já tem a noção de que, desde o terramoto de 1755, Lisboa não tinha sido vítima de uma desgraça assim.

Comentários

Mano 69 disse…
É preciso acreditar.
É preciso acreditar.
Que a bandeira dos pintainhos,
era o lenço de assoar!

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