Tiananmen foi há 18 anos
A liberdade é inimiga das ditaduras.
Portugal sabe dolorosamente o que foram 48 anos de violência repressiva. Aqui ao lado, a Espanha pagou um pesado tributo a um general rude e assassino. Cerca de um milhão de espanhóis pagaram com a vida ou com o exílio a mais sinistra das duas ditaduras ibéricas.
Há 18 anos, na milenária China, os activistas dos direitos humanos foram vítimas de um massacre na Praça de Tiananmen.
Recordar as vítimas desse massacre é um acto de justiça que não pode fazer esquecer os imensos atropelos que, um pouco por todo o lado, até nas mais sólidas democracias, são cometidos contra a dignidade das pessoas.
A liberdade é o oxigénio da democracia. Defendê-la é um dever de cidadania.

Comentários
E os neocons da globalização estão-se nas tintas para os direitos humanos dos chineses. Importa é que seja possível continuar a desenfreada exploração da mão de obra, no caso a chinesa, que produz tudo a preços com que ninguém pode concorrer.
Os neocons ultra-liberais pensam destruir as conquistas sociais dos últimos 150 anos no ocidente, reduzindo o ocidente à inactividade e à deslocalização da produção de tudo.
Isso interessa tanto aos neocons americanos, como ao 'partido comunista chinês'.
Por isso temos hoje o espantoso espectáculo de ver o exército 'vermelho' chinês a esmagar os direitos dos trabalhadores chineses, servindo os interesses dos patrões americanos.
É claro que tudo isto é demasiado surrealista para durar muito tempo.
Talvez 20 anitos, se tanto!