Pastor e quatro ovelhas ou a falta de ética republicana.
Comentários
Anónimo disse…
Não consigo perceber o que estavam a fazer os Presidentes das Câmaras (todos do PSD), o Reitor da Universidade (laica e pública) de Coimbra e, sobretudo, o Sr. Governador Civil (representante do Governo - laico - da República)em tal cerimónia. É que assim ficam obrigados a ir também a idênticas cerimónias da IURD, das Testemunhas de Jeová, dos mormons e de todas as outras igrejas.
Li este artigo à tarde no café e achei estranha a presença de Seabra Santos (a de Encarnação nem por isso). Há alguma coisa que os "obrigue" a ir a este tipo de cerimónia, como representantes da instituição a que presidem?
Anónimo disse…
rj:
Há uma obrigação - a falta de respeito pelas funções que ocupam.
A confusão entre as funções de representação do Estado e as convicções particulares é própria do analfabetismo político e da indignidade cívica.
Como criar urticária tipo - ateu, republicana e social-democrata - no Carlos Esperança!
P.S.: (nem de propósito) Quando se é convidada institucionalmente é o cargo que está presente e não propriamente a pessoa em si (as suas convicções político-religiosas).
Anónimo disse…
E se estas entidades forem ver um jogo da Académica? Ou assistir a uma homenagem a um escritor ou representera a instituição num espectáculo de Ópera? E se forem a uma comemoração a um pastor protestante ou a uma homenagem a um ateu? Tenho dúvidas de que isto seja assim tão grave...
Anónimo disse…
O que há que perceber é se essas pessoas estiveram em tal cerimónia a título institucional ou individual. Se na primeira das qualidades referidas, é altamente criticável, sem dúvida, fazendo todo o sentido este post de CE. Se a título individual, são livres os titulares dos cargos políticos ou institucionais de fazerem as opções que bem entenderem, não sendo admissível que nos imiscúamos em tais escolhas. Por isso, volto à pergunta inicial: a que título estiverem essas personalidades naquela cerimónia?
Anónimo disse…
A cerimónia não era privada.
Doutro modo não estariam na mesa de honra como acólitos do Sr. Bispo. Estariam na assistência.
Estavam ali para serem exibidos como material de propaganda.
Já hoje estive com dois catedráticos que manifestaram indignação pela atitude do reitor.
Comentários
Há alguma coisa que os "obrigue" a ir a este tipo de cerimónia, como representantes da instituição a que presidem?
Há uma obrigação - a falta de respeito pelas funções que ocupam.
A confusão entre as funções de representação do Estado e as convicções particulares é própria do analfabetismo político e da indignidade cívica.
P.S.: (nem de propósito) Quando se é convidada institucionalmente é o cargo que está presente e não propriamente a pessoa em si (as suas convicções político-religiosas).
E se forem a uma comemoração a um pastor protestante ou a uma homenagem a um ateu?
Tenho dúvidas de que isto seja assim tão grave...
Doutro modo não estariam na mesa de honra como acólitos do Sr. Bispo. Estariam na assistência.
Estavam ali para serem exibidos como material de propaganda.
Já hoje estive com dois catedráticos que manifestaram indignação pela atitude do reitor.
Se as individualidades participam em múltiplas situações particulares a título oficial, porque não o poderiam fazer neste caso?
Se fosse um cumicio da Associação 25 de Abril já deviam estar.
Eram jubilados já não contam para nada...
Ambos no exercício de funções e a mais de 10 anos dos 70.
Alguém se importa de esclarecer?
Limita-se a embirrar com os padres e com a religião e mais nada?