Espaço dos leitores

Degas «O Absinto» (1877)

Comentários

Anónimo disse…
Vivam os Bombeiros Voluntários de Favaios! VIVA...
Viva o Ministro Correia de Campos! VIVA...
Viva a politica de saúde deste governo capitalista! VIVA...
Vivam as urgências de Portugal! VIVA!!!

Agora sim... agora reconheço que temos um país que é um exemplo para todos os outros países do mundo!!!...
Anónimo disse…
Números democráticos
Título principal do jornal "Sexta":
Pagamos hoje pelo pão 60 vezes
mais do que em Abril de 1974

Título no interior, à largura de 2 páginas:
O pão subiu 60 vezes, o salário 25

É por estas e por outras que os cravos do 25 d'Abril, contínuam a murchar...e temos um governo que se diz socialista.
ahp disse…
Por uma questão de seriedade, não costumo falar de assuntos de que não sei o suficiente; por isso me tenho abstido de me pronunciar sobre o problema da saúde em Portugal, hoje diariamente e apaixonadamente discutido na praça pública, por vezes por pessoas que ainda sabem menos do assunto do que eu.
De uma coisa não tenho dúvidas: o Serviço Nacional de Saúde, criado pelo Partido Socialista e particularmente pelo seu então ministro Dr. António Arnaut, é uma das maiores conquistas do 25 de Abril no plano social. Por isso não posso deixar de ficar preocupado quando vejo o próprio Dr. Arnaut e Manuel Alegre, outra referência da democracia e do socialismo, protestarem contra a política de Saúde do actual Governo.
Mas por outro lado, tenho ouvido médicos meus amigos, insuspeitos de simpatia pelo PS, e até alguns simpatizantes do PC e do BE, concordarem com o fecho de algumas unidades de saúde, quer por serem desnecessárias, quer por serem até prejudiciais; dizem-me eles que não é financeiramente nem mesmo medicamente admissível existir uma maternidade, com os seus obstetras, os seus enfermeiros, etc., permanentemente de serviço para fazerem apenas um parto por semana.
Por outro lado, todos os dias vemos na TV casos chocantíssimos de mau funcionamento do INEM; mas depois vem o Sr. Ministro da Saúde dizer que o INEM recebe cerca de 4.000 chamadas por dia, e que dessas 4.000 3.999 correm bem,mas a TV só fala daquela única que correu mal!
Afinal quem é que tem razão? O assunto é demasiado importante para ser discutido com leviandade, e merecia um debate sério sobre ele, entre pessoas qualificadas para dele falar.Para quando esse debate?
Rui Luzes Cabral disse…
Agora que se diz por aí que a crise em portugal estava quase a passar, que o déficit está controlado, que a economia está lentamente a crescer, que a confiança dos portugueses começa retomar lá vem esse jogo das bolsas, seja nos EUA, seja na China pôr em causa o nosso esforço.

Mas alguém me explica porque é que a porra das bolsas têm que destruir as economias. É que se assim é que se termine com elas.
pré-socrático disse…
A "esquerda" e Sócrates
Vasco Pulido Valente



Era inevitável que à medida que as legislativas se aproximam (falta pouco mais de um ano) e o fracasso de Sócrates se torna claro, que o PS se começasse a mexer. Ainda por cima - e não por culpa dele - Sócrates pode chegar a 2009 com a economia estagnada ou mesmo em recessão. Tanto a América como a Espanha tremem (em Espanha faliram, por exemplo, 100.000 empresas de construção civil) e o optimismo oficial (de qualquer maneira moderado) não passa disso - de um optimismo oficial. Quando os portugueses forem votar, talvez se vinguem em Sócrates do que ele fez e do que ele não fez. De resto, o ar já anda turvo e nenhuma habilidade eleitoral parece suficiente para mudar à última hora o curso das coisas. Claro que Sócrates tem uma grande vantagem chamada Menezes, como em 2005 teve uma grande vantagem chamada Santana. Mas provavelmente não basta.
Percebendo isto, a "esquerda" do PS aproveita. De há um mês para cá avançou contra Sócrates, muito inteligentemente, em três direcções. A primeira direcção é a defesa do socialismo, que Sócrates, segundo dizem, trocou pela ortodoxia (conservadora) do equilíbrio financeiro. A "esquerda moderna", declarou Manuel Alegre, "deve reforçar e não desmantelar o Estado Social": "Não me reconheço neste governo." E Ana Benavente insiste: a política de educação de Sócrates (que não sabe nada sobre a "escola pública") rejeita "a ideologia socialista" e continua a política do PSD. A segunda direcção é o regime autoritário que Sócrates, como secretário-geral, instituiu, no partido. Alegre fala de um PS "anestesiado" e Vera Jardim de "um défice de discussão interna". Muita gente concorda. A terceira direcção é o candidato à presidência em 2010. Para Vera Jardim, não apresentar um candidato negaria a "linha do historial do PS", e para João Soares seria pura e simplesmente "inimaginável".

Este ponto merece comentário, porque um candidato do PS à Presidência contra Cavaco (e a "coordenação estratégica") permite, e até exige, uma campanha da "esquerda" contra Cavaco e Sócrates, por outras palavras, contra os poderes dominantes desde 2005. Uma campanha que não ficaria isolada. O grupo de Manuel Alegre quer fundar um partido, apoiado pela Renovação Comunista e pela franja independente da UGT. Com pequena percentagem do voto, 4 ou 5 por cento, esse partido põe em risco a maioria do PS. A "esquerda" está, evidentemente, farta de Sócrates. Não custa acreditar que o país também.

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