CHICAGO, EUA (AFP) — O governador de Illinois (norte dos EUA), estado representado no Senado pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, foi detido nesta terça-feira sob a acusação de corrupção, informou a Justiça.
Os métodos aparentemente persuasivos do governador do Estado de Illinois, Rod Blagojevich, são do pior que se pode conceber para um regime democrático, já que torpedeiam a democracia, pondo os cargos públicos em leilão, ao serviço de interesses privados, de grupos ou de facções. Mas são crimes de indole política. São as máquinas partidárias no seu pleno funcionamento triturador, movidas por interesses e esquemas de favorecimentos económicos, financeiros e outros, quando não, pela corrupção.
Infelizmente, estes métodos, vão fazendo escola, em todo o Mundo.
Os partidos, através dos quadros que exercem funções públicas, são tentados a meter-se nestas escabrosas manobras.
Estas situações podem ser ytravadas pela investigação polícial, mas não se resolvem, nem se depuram, aí. As organizações policiais são essenciais para a sua detecção, mas estas tenebrosas situações não são casos, exclusivamente, desse âmbito.
Antes disso, representam a total ausência de civismo, de integridade, de idoneidade, dos que enveredam por uma carreira política.
A pergunta é: como é que o Sr. Rod Blagojevich conseguiu ser eleito governador do Illinois? Ou a história do lobo que se faz passar por cordeiro?
Assim, o que precisamos para Coimbra são novos políticos, com comportamentos transparentes e servidores da causa pública. Isto bastava!
e-pá. Concordo. A polícia e o direito criminal são já o fim da linha. Deveríamos exigir gestores públicos e políticos sérios e que não se envolvessem em confusões destas. Ou em confusões como as de conscientemente misturar futebol com poderes urbanísticos na CMC e passar impune na opinião pública. Isso é triste!
Antes das 11 horas da manhã, uma numerosa comitiva de polícias, militares da GNR, e alguns outros do Exército, tomaram posições em frente à Igreja de Santa Cruz. Bem ataviados esperavam a hora de deixarem a posição de pé e mergulharem de joelhos no interior do templo do mosteiro beneditino cuja reconstrução e redecoração por D. Manuel lhe deu uma incomparável beleza. Não era a beleza arquitetónica que os movia, era a organização preparada de um golpe de fé definido pelo calendário litúrgico da Igreja católica e decidido pelas hierarquias policiais e castrenses. Não foi uma homenagem a Marte que já foi o deus da guerra, foi um ato pio ao deus católico que também aprecia a exibição de uniformes e a devoção policial. No salazarismo, durante a guerra colonial, quando as pátrias dos outros eram também nossas, não havia batalhão que não levasse padre. Podia lá morrer-se sem um último sacramento!? Éramos o país onde os alimentos podiam chegar estragados, mas a alma teria de seguir lim...
Li no excelente blogue De Rerum Natura , num post de Carlos Fiolhais , o seguinte: «De facto, o candidato a rei é autor de um opúsculo laudatório do Beato Nuno, onde se pode ler esta pérola: “Q uando passava de Tomar a caminho de Aljubarrota, a 13 de Agosto de 1385, D. Nuno foi atraído a Cova da Iria, onde, na companhia dos seus cavaleiros, viu os cavalos do exército ajoelhar, no mesmo local onde, 532 anos mais tarde, durante as conhecidas Aparições Marianas, Deus operou o Milagre do Sol» (“D. Nuno de Santa Maria - O Santo” , ACD Editores, 2005).»
Fiquei maravilhado com o que li e, sobretudo, por saber que o Sr. Duarte Pio escreve.
O Sr. Duarte Pio, suíço alemão, da família Bourbon, imigrante nacionalizado português pela conivência de Salazar e pelo cumprimento do Serviço Militar Obrigatório, podia emprestar a imagem às revistas do coração mas precaver-se contra a ideia de publicar opúsculos.
Claro que não é necessário saber falar para escrever e, muito menos, ...
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Os métodos aparentemente persuasivos do governador do Estado de Illinois, Rod Blagojevich, são do pior que se pode conceber para um regime democrático, já que torpedeiam a democracia, pondo os cargos públicos em leilão, ao serviço de interesses privados, de grupos ou de facções.
Mas são crimes de indole política.
São as máquinas partidárias no seu pleno funcionamento triturador, movidas por interesses e esquemas de favorecimentos económicos, financeiros e outros, quando não, pela corrupção.
Infelizmente, estes métodos, vão fazendo escola, em todo o Mundo.
Os partidos, através dos quadros que exercem funções públicas, são tentados a meter-se nestas escabrosas manobras.
Estas situações podem ser ytravadas pela investigação polícial, mas não se resolvem, nem se depuram, aí.
As organizações policiais são essenciais para a sua detecção, mas estas tenebrosas situações não são casos, exclusivamente, desse âmbito.
Antes disso, representam a total ausência de civismo, de integridade, de idoneidade, dos que enveredam por uma carreira política.
A pergunta é: como é que o Sr. Rod Blagojevich conseguiu ser eleito governador do Illinois?
Ou a história do lobo que se faz passar por cordeiro?
Assim, o que precisamos para Coimbra são novos políticos, com comportamentos transparentes e servidores da causa pública. Isto bastava!
Concordo. A polícia e o direito criminal são já o fim da linha. Deveríamos exigir gestores públicos e políticos sérios e que não se envolvessem em confusões destas. Ou em confusões como as de conscientemente misturar futebol com poderes urbanísticos na CMC e passar impune na opinião pública. Isso é triste!