Um dos homens que em Portugal sabe desta ‘poda’ (financeira), isto é, das suas ' maningâncias ' assente num saber camoniano (de 'experiência feito') é João Rendeiro (de sua graça) que resolveu produzir sobre o ‘caso GES/BES’, em desenvolvimento, algumas afirmações deveras preocupantes. Trata-se de um expert que sendo, neste momento, um dos principais arguidos no processo BPP ostenta publicamente o ‘ savoire faire ’ relativo a estas coisas e é tido pelos ‘ mercados ’ como um analista qualificado (que terá apreendido com o ‘desastre BPP’). Este ex-banqueiro (actualmente está inibido de exercer essa ‘profissão’) que virou comentador económico-financeiro na blogosfera ( link ; link ) admite que o impacto na economia gerado pela ‘crise GES/BES e associados’ poderá ser quantificado numa queda do PIB que atingirá 7,6% link . Até aqui as preocupações políticas (do Governo e dos partidos) têm-se centrado sobre quem vai pagar a falência do Grupo (BES incluído) e as c
Comentários
As negociações que decorrem entre o Governo português e a Administração americana para receber-mos alguns prisioneiros de Guantánamo, segundo transpirou, implicam a renúncia a proposição de qualquer acção contra os torturadores americanos, entre os quais, Dick Cheney, é um dos principais autores morais e cúmplice político, para não falar de G W Bush.
A verficarem-se estas condições, sem que haja prejuízo para os direitos humanos dos prisioneiros (quase todos de longa duração), todo o programa de acolhimento aos prisioneiros de Guantánamo deverá ser repensado.
Todos estamos de acordo que o TIC deve ter competência para julgar todo o tipo de crimes contra a Humanidade, sejam praticados por americanos, chineses ou zulus...
Não só tenta matar os amigos, como promove a tortura e a morte aos milhares entre os inimigos.
Acordos com essa gente... É para rir.
Ontem num programa na TV alemã foi abordado, com algum gracejo, essa "proposta de Portugal" de receber os presos de Guantanamo. O que quer o Governo? Tal como Barroso em 2003 - mas agora ao contrário - aparecer nos noticiários internacionais, ser falado nos debates políticos dos grandes países com condescendência e graça?
Claro que nos fica bem, e está de acordo com a nossa Constituição (art. 7.º):
"Portugal rege-se nas relações internacionais pelos
princípios da independência nacional, do respeito dos
direitos do homem, dos direitos dos povos, da igualdade
entre os Estados, da solução pacífica dos conflitos internacionais,
da não ingerência nos assuntos internos dos
outros Estados e da cooperação com todos os outros
povos para a emancipação e o progresso da humanidade."
Por outro lado, afirma o n.º 2 do art. 24.º2. Ninguém pode ser submetido a tortura, nem a tratos
ou penas cruéis, degradantes ou desumanos."
Fica bem ao Governo querer salvaguardar os direitos humanos dos prisioneiros.
Mas cuidado com esses negócios e esses acordos!