Li no excelente blogue De Rerum Natura , num post de Carlos Fiolhais , o seguinte: «De facto, o candidato a rei é autor de um opúsculo laudatório do Beato Nuno, onde se pode ler esta pérola: “Q uando passava de Tomar a caminho de Aljubarrota, a 13 de Agosto de 1385, D. Nuno foi atraído a Cova da Iria, onde, na companhia dos seus cavaleiros, viu os cavalos do exército ajoelhar, no mesmo local onde, 532 anos mais tarde, durante as conhecidas Aparições Marianas, Deus operou o Milagre do Sol» (“D. Nuno de Santa Maria - O Santo” , ACD Editores, 2005).»
Fiquei maravilhado com o que li e, sobretudo, por saber que o Sr. Duarte Pio escreve.
O Sr. Duarte Pio, suíço alemão, da família Bourbon, imigrante nacionalizado português pela conivência de Salazar e pelo cumprimento do Serviço Militar Obrigatório, podia emprestar a imagem às revistas do coração mas precaver-se contra a ideia de publicar opúsculos.
Claro que não é necessário saber falar para escrever e, muito menos, ...
Comentários
Dizia Thomas Fuller:
"Enquanto o poço não seca, não sabemos dar valor à água..."
A água serve, também, para as abluções religiosas que se praticam nas 3 religiões abraamicas e, em todas, têm a mesma conotação: a purificação!
Nos rituais afro-brasileiros, que integram as conhecidas práticas de "candomblé", a água esta presente como simples veículo de lavagem e como refrescante do corpo em climas tórridos.
Em tempos de pandemia a purificação não passa pela pia baptismal. Para já, tanto os puros como os impuros, os crentes como os não-crentes, não andam à procura de "purificações".
Todos, mas mesmo todos, i.e., o universo da população, precisam de ser tratados e alguns necessitam (os grupos de risco)necessitam de medidas preventivas (como as vacinas).
Entretanto, a água, devemo-la usá-la, corrente, reforçando a higiene pessoal a fim de tentarmos eliminar a conspurcação do corpo (e como somos uns manipuladores, fundamentalmente, das mãos).
Voltamos, como nos tempos imemoriais a colocar a ênfase na sua utilização como meio de lavagem, sem a misturar-mos com mitos.
Bem, se alguma coisa mudou foi aproximarmo-nos dos ritos afro-brasileiros..., i. e., deitamos borda fora os rituais e regressamos ao conteúdo prático das dádivas da natureza.
[Ver meu Twitter e comentários sobre o assunto].
Eu disse discernimento? Se calhar é melhor falar em apartheid… quanto à religião.
Um abraço tipo Nuno Salvação Barreto