Ramalho Eanes referiu como trágica a descolonização em que «milhares de pessoas foram obrigadas a partir para um país que não era o seu». Tem razão o ex-PR cujo papel importante na democracia e o silêncio o agigantou depois da infeliz aventura por interposta esposa na criação do PRD e da adesão à Opus Dei, sempre por intermédio da devota e reacionaríssima consorte, que devolveu o agnóstico ao redil da Igreja. Eanes distinguiu-se no 25 de novembro, como Dinis de Almeida no 11 de março, ambos em obediência à cadeia de comando: Costa Gomes/Conselho da Revolução . Foi sob as ordens de Costa Gomes e de Vasco Lourenço, então governador militar de Lisboa, que, nesse dia, comandou no terreno as tropas da RML. Mereceu, por isso, ser candidato a PR indigitado pelo grupo dos 9 e apoiado pelo PS que, bem ou mal, foi o partido que promoveu a manifestação da Fonte Luminosa, atrás da qual se esconderam o PSD e o CDS. Foi nele que votei contra o patibular candidato do PSD/CDS, o general Soares...
Comentários
Dizia Thomas Fuller:
"Enquanto o poço não seca, não sabemos dar valor à água..."
A água serve, também, para as abluções religiosas que se praticam nas 3 religiões abraamicas e, em todas, têm a mesma conotação: a purificação!
Nos rituais afro-brasileiros, que integram as conhecidas práticas de "candomblé", a água esta presente como simples veículo de lavagem e como refrescante do corpo em climas tórridos.
Em tempos de pandemia a purificação não passa pela pia baptismal. Para já, tanto os puros como os impuros, os crentes como os não-crentes, não andam à procura de "purificações".
Todos, mas mesmo todos, i.e., o universo da população, precisam de ser tratados e alguns necessitam (os grupos de risco)necessitam de medidas preventivas (como as vacinas).
Entretanto, a água, devemo-la usá-la, corrente, reforçando a higiene pessoal a fim de tentarmos eliminar a conspurcação do corpo (e como somos uns manipuladores, fundamentalmente, das mãos).
Voltamos, como nos tempos imemoriais a colocar a ênfase na sua utilização como meio de lavagem, sem a misturar-mos com mitos.
Bem, se alguma coisa mudou foi aproximarmo-nos dos ritos afro-brasileiros..., i. e., deitamos borda fora os rituais e regressamos ao conteúdo prático das dádivas da natureza.
[Ver meu Twitter e comentários sobre o assunto].
Eu disse discernimento? Se calhar é melhor falar em apartheid… quanto à religião.
Um abraço tipo Nuno Salvação Barreto