Ramalho Eanes referiu como trágica a descolonização em que «milhares de pessoas foram obrigadas a partir para um país que não era o seu». Tem razão o ex-PR cujo papel importante na democracia e o silêncio o agigantou depois da infeliz aventura por interposta esposa na criação do PRD e da adesão à Opus Dei, sempre por intermédio da devota e reacionaríssima consorte, que devolveu o agnóstico ao redil da Igreja. Eanes distinguiu-se no 25 de novembro, como Dinis de Almeida no 11 de março, ambos em obediência à cadeia de comando: Costa Gomes/Conselho da Revolução . Foi sob as ordens de Costa Gomes e de Vasco Lourenço, então governador militar de Lisboa, que, nesse dia, comandou no terreno as tropas da RML. Mereceu, por isso, ser candidato a PR indigitado pelo grupo dos 9 e apoiado pelo PS que, bem ou mal, foi o partido que promoveu a manifestação da Fonte Luminosa, atrás da qual se esconderam o PSD e o CDS. Foi nele que votei contra o patibular candidato do PSD/CDS, o general Soares...
Comentários
Entrou no Diário da Madeira pela mão da UN.
Portanto, embora muito "vivido" (mais um vivaço) há muitos vexames que não conhece...
Todavia, desta questiúncula sobre a proibição do comunismo ficamos, finalmente, a saber que o que, A J Jardim, na realidade queria era que na proxima Constituição não figurasse a proibição de "organizações fascistas".
Disse que: "o "ideal" seria a Constituição Portuguesa não proibir ideologias..."
("Conversas Tertulianas" , Beja, 16.07.2009).
Não entendemos a sua nova libertinagem ideológica, nem ficamos esclarecidos... mas , também, não esperávamos isso.
Terá oportunidade de se explicar melhor a MFL, no Chão da Lagoa, entre dois copos de malvasia...
Ah! Drª. Manuela não leve saltos altos...