UE: o que comemos...










A UE publicou, através da European Food Safety Authority (EFSA), os resultados de um estudo sobre resíduos de pesticidas nos frutos, legumes e cereais europeus.
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Para além das preocupações ambientais habituais este é um tema de Verão que vegeta à sombra de uma assustadora lista de moléculas químicas empregues no combate às pragas agrícolas.
O estudo em referência mostra que o uso estas substâncias químicas é preocupante em termos quantitativos, não o sendo no que diz respeito às dosagens empregues.

Foram utilizados, pela EFSA, 2 critérios:
1.) a detecção da presença do pesticida
2.) a determinação dos Limites Máximos Residuais (LMR’s)














O relatório revelou a presença de produtos fitossanitários de síntese em 45% dos cereais, frutos e legumes analisados em 27 Estados membros da UE. Todavia, 96% dos alimentos testados, a dose residual não ultrapassava os limites permitidos (LMR’s).

A análise de 74 305 amostras de mais de 350 produtos agrícolas identificou 374 pesticidas diferentes, incluindo 72 em cereais. Nos produtos empestados, 25% contêm várias moléculas simultaneamente, contra 15% há dez anos atrás.

Esta é uma das consequências da agricultura intensiva. Que obriga a EFSA a manter-se em vigilância sobre o uso de pesticidas desde 1995 e a estabelecer LMR’s, ou seja, boas práticas agrícolas aos europeus que solicitam autorização para uso de pesticidas. Ao menos aqui está em funcionamento um organismo regulador, cujas performances deviam ser periodicamente auditadas.

Uma alta variedade de pesticidas presente nos cereais analisados (72 produtos) vem colocar uma grande interrogação sobre a qualidade, p. exº., do pão – alimento essencial, nomeadamente, nos tempos de crise.

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