Tomada da Bastilha: o exemplo do pão...


Quando a multidão em revolta assaltou a prisão da Bastilha para tentar armar-se, a fim de se defender das forças fiéis a Luís XVI, uma vez franqueados os portões do emblemático presídio, a primeira coisa que fez foi "esvaziar" os armazéns onde descobriram grandes depósitos repletos de cereais.
De seguida, libertaram os prisioneiros, capturaram algumas armas, verificando, p. exº., que as peças de artilharia estavam praticamente inoperacionais e, finalmente, incendiaram a simbólica prisão do bairro de Saint-Antoine.

Nas ruas de Paris festejou-se e o povo já na posse dos cereais, obrigou as padarias a iniciar a confecção de pão - de que a cidade de Paris estava privada há vários dias - ofertando-o à multidão faminta.
Chamou-lhe o "PÃO DA LIBERDADE".

Embora, tradicionalmente, a "Tomada da Bastilha" tenha sido um assalto popular a uma prisão, em busca de armas para se defender a Revolução, na verdade, o "motor" do assalto (e da Revolução) foi a FOME.
Na verdade, primeiro confiscaram os depósitos de cereais e só depois libertaram os prisioneiros...

Esta é uma lição que não deve ser menorizada por todos aqueles que, nos dias de hoje, se sentem tentados a "rasgar" os compromissos e as obrigações sociais do Estado... e acabarão por “incendiar” o País.

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