A PARIDADE...

Aprovadas alterações do PS à Lei da Paridade
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"Lei da Paridade previa a exclusão das listas eleitorais que não cumprissem a quota mínima de 33,3 por cento de homens ou de mulheres, e Cavaco Silva justificou o seu primeiro veto considerando essa sanção excessiva e de difícil cumprimento em certas zonas do país.O Presidente da República contestou também que se procure dignificar os direitos políticos das mulheres através de “mecanismos sancionatórios e proibicionistas” que, defendeu, lhes concedem “um inadmissível estatuto de menoridade”.O PS optou por interpretar o veto como uma crítica à sanção e não ao princípio das quotas, pelo que o novo diploma substitui a exclusão das listas que não respeitem as quotas por um mecanismo de cortes graduais na subvenção estatal repartida em função dos votos. O novo diploma aumenta ainda o número de pequenas freguesias e municípios isentados de cumprir a quota mínima nas eleições para os respectivos órgãos autárquicos." - Público 06/07/2006.

Sem prejuízo do direito, e até dever, das mulheres participarem na vida cívica e politica, esta lei, que impõem quotas, nada vem acrescentar apenas diminui as mulheres que farão parte destas listas que irão ser sempre escolhidas pela quota e nunca pelo mérito, pelo menos está será a percepção das pessoas (eleitores ).

Além disso, certamente, não iremos estranhar quando os jovens, homens e mulheres, vierem exigir, também eles uma quota definida por lei …Acho muito bem que os partidos internamente definam as quotas que entenderem e nisso o PS é um exemplo em termos da criação de espaço para participação política das mulheres, que naturalmente tem a vindo a impor-se em muitas áreas, mas que tal seja uma obrigatoriedade legal em termos de constituição de listas eleitorais é um perfeito disparate. Vamos sim trabalhar para mudar o sistema eleitoral e criar círculos uninominais que permita renovar de fora para dentro os partidos políticos e as suas práticas, e permita aproximar o eleito de quem o elege, isso sim é que seria uma acto de coragem politica e de renovação das práticas e das mentalidades.

Esta deve ter sido a primeira vez que estive de acordo com uma decisão politica do Prof. Cavaco Silva, ainda para mais contra uma proposta do meu partido, mas isso nunca me limitou e não seria agora que tal aconteceria.

Comentários

Anónimo disse…
Caro Nuno:

A questão da paridade não resolve todos os problemas mas evita a perpetuação do poder dos mesmos.

Não é uma lei de protecção às mulheres, é um imperativo cívico para que um sexo não confisque ao outro a participação que deve ser de ambos.

A lei apenas exige que nenhum sexo tenha mais de dois terços de representação política. Por absurdo, até pode vir a defender a participação dos homens.

O aumento da participação das mulheres na vida pública talvez ajude a romper com interesses instalados e dê um novo fôlego à vida política que parece estiolar em torno dos directórios partidários.

Sou, por isso, pela chamada «lei da paridade».

Um abraço.
Anónimo disse…
CE

Estou de acordo.
O problema das quotas é, sem dúvida, a ponta do iceberg das inúmeras questões que se colocam no sistema eleitoral numa democracia (verdadeiramente)representativa dos cidadãos.
Soluções parcelares, nomeadamente as que passam por fragmentações do eleitorado - seja por sexo, profissões, grupos etários, etc., conduzem - tarde ou cedo - a democracias corporativas, o que não desejamos.
É o fim da coesão nacional e o exacerbar das "guerras" de interesses (quaisquer que sejam).
Um assunto para pensar na sua globalidade.
Nuno Moita disse…
Meu caro Carlos

Eu sei que a Lei, exige que nenhum dos sexos tenha mais de 2/3 na representação política, e que actualmente, por força de toda a tradição religiosa e social, que existe, é certo, desde os primórdios da humanidade, mas em concreto na actual sociedade à mulher tem sido vedado o acesso a um conjunto significativo de oportunidades.

Mas meu caro, o que eu defendo aplica-se ao dois sexos, na medida que não acredito que uma lei que imponha quotas de participação politica, seja o caminho para uma melhor democracia, antes pelo contrário na minha perspectiva poderá afastar ainda mais o cidadão interessado e participativo de dar o seu contributo, além disso, poderá abrir caminho a revindicações de outro tipo, como por exemplo dos jovens (legítimo dentro desta perspectiva, na medida que ser jovem é quase um estigma, quem é que nunca ouviu que “és demasiado jovem para isto ou para aquilo…”.

Neste sentido, entendo que deve-se sim discutir os fundamentos e a forma do actual sistema de representação eleitoral e não estar apenas a apresentar imposições de participação.
Espero caro amigo, que tenhas entendido, e que tenham entendido em geral, que esta minha opinião não se move por nenhum libelo contra a participação das mulheres na política, antes pelo contrário, mas não de forma imposta.
The_new_hope disse…
Sou formalmente/ideologicamente contra a lei da paridade é um atentado democrático e sem dúvida um atropelo à autoafirmação social. Como cidadão acho que devo poder constituir os partidos que entender, posso é não ter votos. O partido dos doentes da prostata ou os do câncro do colo do útero não terá obviamente muita gente do sexo oposto a querer integrar as fileiras e teremos o direito de o inviabilizar. Acho que mais do que impor uma quota deveriamos era começar a integrar os jovens na vida política do país e assim dar azo a uma pluralidade que não existe nem pode ser imposta.

Cumprimentos
Anónimo disse…
Os "Criminosos"

Na sequência dos comentários efectuados em anteriores post´s e depois de se ter averiguado a veracidade dos mesmos, o Observando OHP tem o triste dever de levar ao conhecimento de todos os que nos visitam a versão dos alunos da ESTGOH, sobre os acontecimentos de Sábado, dia 1 de Julho. Se o Sr. Presidente da Câmara quiser dar a sua versão, será bem vinda e o concelho de Oliveira do Hospital agradeçe.

Na madrugada do último sábado (dia 1), estava um grupo de alunos, da ESTGOH, (dos PALOP, sim, eram alunos de côr), no Jardim anexo ao Largo Ribeiro do Amaral, a festejar a despedida de um colega que se ia embora nesse dia. Às tantas, aproxima-se uma pessoa, que se dirige a eles e diz:
"Ou vocês me dizem quem furou o pneu do meu carro, ou vou apresentar queixa à GNR..."!
Os rapazes ficaram de boca aberta, surpresos com a acusação, dizem que nada têm a ver com o assunto e a pessoa volta a reafirmar a pergunta. Perante a não "admissão da culpa", a pessoa vai à GNR!!
Pouco tempo depois, aparecem 2 GNR, armados, que identificaram os rapazes e os intimam a irem, na manhã de sábado, apresentar-se no quartel para prestarem declarações!!!
Resultado???
O pneu do carro do senhor estava SÓ VAZIO, SEM AR, e, depois de utilizada uma bomba de ar....o dito pneu ficou bom!!

Um dos estudantes rira, de nervoso ou do ridículo - não se sabe - dizendo:
"Era o Presidente da Câmara que nos acusava de esvaziar o pneu... mas nós pensámos que estava a gozar com o pessoal, porque aquele carro nem parecia de Presidente... mas depois lá o reconhecemos dos jornais e das cerimónias lá da escola...mas ficámos atónitos com a acusação, nem queriamos acreditar... não conseguimos perceber porquê..."

Isto passou-se em Oliveira do Hospital, no ano da graça de 2006, Século XXI, e foi protagonista a figura do Sr. Presidente da Câmara Munícipal de Oliveira do Hospital.
Anónimo disse…
mas que raio tem isto a ver com a posta da paridade???
Anónimo disse…
Um comentário destes tem lugar a propósito e a despropósito! Ou andará o Anónimo com algum pneu furado nesses miolos?!
Anónimo disse…
Concordo inteiramente com esta Lei e mais uma vez o P.S. consegue aqui estar para alem de outras formações politicas numa afirmação de verdadeiras politicas de esquerda,a exemplo do que se passou nos paises nordicos e agora até mais recente em Espanha com Zapatero, compreendo que isto perturbe os mais retrógados e com uma visão mais "comservadora".
Para muitos o papel da Mulher é ainda mal visto dentro dos partidos em que apenas se dá uma posição de "decoração" nalguns actos e olhe Caro c. Moita não é por falta de mérito é por receio desse mesmo mérito que tal muitas vezes se pratica,e quem tem estado por dentro das organizações percebe porquê.
Aliás em menor escala o mesmo se passa com alguns homens.
Anónimo disse…
alguem viu as actas?????
Anónimo disse…
pois pois listas uninominais é que se continuam com estas listas, nem mais um votinho levam.
Anónimo disse…
....."devem impor-se pelo mérito"

Não me façam rir que tenho cieiro.

Tem-se visto como costuma ser,o carissimo acha que o pessoal é Tam Tam toda a vida.
Anónimo disse…
e as actas alguem viu as actas???
Anónimo disse…
Não procures esconder nada; o tempo vê, escuta e revela tudo.


"Sófocles" (491 a. 406 a.c.)
Anónimo disse…
Sou contra a lei da paridade por princípio moral (e nada ganho com isso), mas outros são-no pq vêem os seus tachos ameaçados, por mulheres...
Anónimo disse…
"Oque mais preocupa não é o grito dos violentos,dos corruptos,dos desonestos,dos sem caráter,dos sem ética.
O que mais preocupa é o silêncio dos bons"

Martin Luther King

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