Protocolo de Estado


«A Igreja Católica vai continuar a poder participar nas cerimónias oficiais, desde que a sua presença seja solicitada, e passa à frente das outras confissões religiosas. Embora esteja fora da lista de precedências, a Igreja tem um artigo próprio na letra da nova lei: "As autoridades religiosas, quando convidadas para cerimónias oficiais, recebem o tratamento adequado à dignidade e representatividade das funções que exercem, ordenando-se conforme a respectiva implantação na sociedade portuguesa". - Diário de Notícias, hoje

Negociado por Vera Jardim, em nome do PS e da República e por Mota Amaral da parte do PSD e do Opus Dei, o diploma, impregnado de água benta, apresenta odor a incenso.

A laicidade do Estado é posta em causa. Todas as religiões são iguais mas uma é mais igual do que as outras.

A República não consegue quebrar as amarras do passado e não passa sem a caldeirinha de água benta e o hissope.

Comentários

Mano 69 disse…
«Negociado por Vera Jardim, em nome do PS e da República e por Mota Amaral da parte do PSD e do Opus Dei, o diploma, impregnado de água benta, apresenta odor a incenso.»

Não aquecer de acrescentar "e maçonaria" ao representante do PS e da coisa pública. É que já que chama os bois pelo nome...
Anónimo disse…
Juro que não sabia que Vera Jardim fosse da maçonaria, mano 69.

Mas você que o diz!...

Teremos então: Maçonaria - 0: Opus Dei - 1.
Anónimo disse…
Lei:
"As autoridades religiosas, quando convidadas para cerimónias oficiais, recebem o tratamento adequado à dignidade e representatividade das funções que exercem, ordenando-se conforme a respectiva implantação na sociedade portuguesa".

Acho justo que a ordem das autoridades religiosas se faça conforme a respectiva implatação na sociedade portuguesa, é que não sendo obrigatória a sua presença, qd solicitadas têm de ordenar de alguma forma. Nada diz se é a confissão católica ou outra...

el s.
Anónimo disse…
El s:

E quem define a implantação? Ainda não foi inventado o teómetro.

Razão tinha Sá Carneiro quando perguntava qual era a necessidade da Concordata.
Anónimo disse…
Confesso que nunca dei pela presença das "autoridades religiosas" nas cerimónias de Estado, mas não me causa qualquer prurido que a igreja católica esteja presente. Incomoda-me muito mais a presença de alguns politicos da nossa praça.
Anónimo disse…
Anónimo Qui Jul 20, 06:03:49 PM:

Anda distrído. Não viu o patriarca Policarpo na tomada de posse do presidente da República nem o bispo Albino Cleto a benzer a Ponte Europa em Coimbra.
Anónimo disse…
Tenho pena que nesta re-difinição do protocolo do Estado não fosse dada a absoluta (e única) prioridade aos titulares de cargos obtidos por eleição popular.
O meu conceito de República (também) passa por aí.
Os deputados eleitos para a Assembleia da República em 22º. lugar?
Mano 69 disse…
Quem define a implantação é a república, para isso é que houve um 5 de Outubro de 1910. E a republica socorre-se dos sensos à população para saber o número e religiões em Portugal.

É fácil, é barato e dá dores terríveis aos ateus.
Anónimo disse…
Benza-os o Deus, que eu não tenho tempo!
Um bispo numa cerimónia pública é folclore.
Anónimo disse…
E um representante de um Estado laico numa missa é ...

JL Zapatero pode explicar.
Anónimo disse…
"E quem define a implantação? Ainda não foi inventado o teómetro."

Falso.

De dez em dez anos existe uma coisa chamada CENSOS.
Se se lembrar bem, nessa listagem existe uma pergunta final:
Qual a sua confssão religiosa?

Com base nessa pergunta (a cujos dados no INE não posso aceder pq se pagam), mas retirando-os de outro site:
Não respondeu - 3,84%
Católica - 94,06%
Sem religião - 0.90%
Todas as outras - 1.20%

Respondido.

el s.

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